terça-feira, 10 de junho de 2014

Caídos pela Pátria

O Dia de Portugal é o dia da morte de Camões. O que se assinala – e bem – não é um desaparecimento, mas o génio que continuou. Assim, a homenagem aos combatentes que se realiza anualmente em Belém faz todo o sentido.

Ao recordarmos os que caíram pela Pátria – por todos nós – estamos a preservar um espírito nacional que não pode morrer. Uma chama de perpetuidade que deve ser alimentada pelas novas gerações.

No entanto, a era do conforto e da paz aparente em que vivemos não é propícia a tais valores. Para muitos, a Pátria é algo ultrapassado e a guerra vê-se na televisão. Há quem queira que assim seja, para que se destrua Portugal.

Nessa sanha, desvaloriza-se quem lutou devido às inovações tecnológicas militares que alteraram drasticamente os conflitos no século passado.

Opinião contrária tinha Ernst Jünger, escritor e combatente nas duas Guerras Mundiais, que nunca retirou da sua experiência a conclusão amarga da inutilidade do heroísmo pessoal na guerra moderna, escrevendo: “Temos batalhado na lama e no sangue, mas o nosso rosto sempre se voltou para as coisas de alta e suprema valia e nenhum dos que perdemos durante os combates caiu em vão.”

Por fim, há quem não se canse de utilizar o falso argumento da conotação ideológica. No caso português, tal é notório em relação aos que se bateram na Guerra do Ultramar.

Esquecem-se tais “críticos” que se Portugal existe enquanto nação secular o deve aos que lhe dedicaram o sacrifício máximo, dando a vida por algo maior.

A eles devemos estar agradecidos, combatentes de todas as eras, que caíram pela Pátria para que a nossa bandeira continuasse hasteada.

Em mais um 10 de Junho, passemos de novo o testemunho geracional e honremos os nossos heróis.

Editorial da edição desta semana de «O Diabo».

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