quarta-feira, 23 de abril de 2014

Uma frente de batalha chamada Raul Lino


As esquerdas sempre lidaram mal com Raul Lino. Depois do ataque e da censura, passaram ao silêncio. Mas este foi um "arquitecto encontrou a essência de um povo na forma do seu lar" e, por isso, "um português que veja uma casa projectada por Raul Lino reconhece-a automaticamente como uma casa portuguesa". Ou seja, Raul Lino não representa o passado e por isso não passa. Assim, não é de estranhar que, perante o crescente interesse na sua obra a que assistimos hoje, haja prontas reacções.

A estratégia actual é outra e resume-se numa "reinterpretação". Veja-se, por exemplo, este artigo no «Público» sobre a "descoberta" de uma "casa Raul Lino no Porto", onde a investigadora Carla Garrido de Oliveira "vê na sua obra um claro impulso de pré-modernidade".

Pode passar ao lado de muita gente, mas há uma guerra cultural em curso e esta é apenas uma das frentes de batalha...

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