É de notar que o nome completo do simpático e acolhedor café onde decorreu o lançamento do livro é “Saudade – Vida e Arte do Povo Português”, sinal de que a escolha do local não podia ter sido melhor.
A sala encheu e os lugares sentados esgotaram-se rapidamente, mas nem por isso o ambiente se tornou pesado. Pelo contrário, sentia-se uma atmosfera familiar.
Editado pela Colares, uma editora da região, “Sintra”, de Raul Lino, é uma antologia de textos seleccionados por Rodrigo Sobral Cunha, que fez também um estudo introdutório. Como organizador do Colóquio Nacional sobre Raul Lino em Sintra, cuja primeira sessão é no Palácio de Seteais, nos dias 3 e 4 de Abril, Rodrigo Sobral Cunha, docente do IADE, está de parabéns por todo o excelente trabalho de divulgação do arquitecto que teorizou a Casa Portuguesa, fazendo-nos redescobrir a nossa identidade através do lar.
A apresentação do livro foi feita por Miguel Real, que louvou exactamente este esforço de Rodrigo Sobral Cunha e salientou a sua importância. De seguida, Margarida Carpinteiro leu emotivamente umas passagens da obra, prendendo a atenção dos presentes. Por fim, o responsável por esta antologia levantou-se e dirigiu-se à audiência em tom informal, demonstrando uma extraordinária humildade, ao recusar os louros, relembrando que é a Raul Lino que são devidos. Ele limitou-se a coligir o livro que o arquitecto não chegou a compor sobre Sintra, mas que afinal escreveu. Um local mágico que Raul Lino considerava pertencer “àquela classe de valores míticos de primeira grandeza do nosso firmamento espiritual cujo culto é fervorosamente exercido por uma confraria de apaixonados”.
Essa confraria existe e reuniu-se em Sintra para celebrar um dos seus filhos espirituais.


Sem comentários:
Enviar um comentário