sábado, 29 de março de 2014

A delirante teoria do género: uma ideologia contra os sexos

Se alguém disser que um homem não nasce necessariamente homem, nem uma mulher nasce necessariamente uma mulher, antes se tornam homem ou mulher, diríamos no mínimo que se trata de uma afirmação disparatada. Acontece que há quem defenda que o sexo de cada um não depende da biologia, mas de uma construção social. Ou seja, a identidade sexual não depende em nada da anatomia, da biologia nem da anatomia. Pois bem, esta teoria delirante está a tornar-se uma ideologia que se espalha rapidamente por vários países, sendo imposta em nome da igualdade.


A teoria do género deriva do feminismo igualitário e surgir na década de 60 do século passado, começando a entrar no debate público a partir de 2000. Considerando a identidade sexual, o género, não depende da biologia e que os comportamentos diferenciados entre homens e mulheres são o resultado de estereótipos. Assim, para promover a igualdade de género, há que destruir esses estereótipos. Tenhamos em conta que não se trata apenas de combater a discriminação sexual, mas de algo bastante mais perigoso, que corre o risco de se tornar um verdadeiro discurso oficial e ser ensinado aos nossos filhos na escola.

Contra a ideologia do género

Em 2012, a revista francesa “Éléments” dedicou uma edição alargada à teorias do género, que partem do princípio que a identidade sexual é o resultado de uma construção social. Assim, as mulheres não seriam oprimidas se não existisse o conceito de “mulher”. Para os partidários desta corrente de pensamento, é então necessário destruir as categorias de “homem” e “mulher”, que não existem, para libertar a humanidade. Por mais que nos possa parecer estranho, estas são posições que ganham cada vez mais adeptos e influência. Para as contrapor, este ‘dossier’ oferece vários artigos com argumentos inteligentes e fundamentados, onde se destacam os de Alain de Benoist, que recorre à biologia, à neurobiologia e à psicologia evolutiva para responder à pergunta “o ser humano é ‘neutro’ em matéria de sexo?”, e sobre o novo feminismo moralizador e repressivo. Benoist tornar-se-ia um opositor feroz da teoria de género, analisando-a em todas as suas vertentes, nomeadamente quanto à sua origem e às suas consequências, para a denunciar. Recentemente publicou o livro “Les Démons du bien” (Os Demónios do Bem) que versa sobre estas questões.

O “homem novo”
Um dos campos onde a ideologia do género começa a ser imposta é nas escolas. Há planos para o efeito em vários países europeus, incluindo Portugal. Mas este é apenas um aspecto. Durante a polémica sobre a introdução da teoria do género no ensino em França, é de notar que o ministro socialista, responsável por essa pasta, afirmou que “o objectivo da educação é arrancar do aluno todos os determinismos, familiar, étnico, social , intelectual...” Assim se vê que o sonho de fabricar o “homem novo” se mantém vivo. Apenas se apresenta sob outras formas.

A guerra das palavras
Na imposição de qualquer ideologia a guerra das palavras é essencial. É, aliás, um primeiro passo que a maioria não nota, ou não dá importância, que acaba por levar à aceitação gradual das novas ideias. Assim acontece também com a ideologia de género. Vejamos alguns exemplos em vários países europeus, incluindo o nosso. No ano passado, aquando do nascimento do bebé real britânico, filho do Príncipe William de Kate Middleton, vários defensores da teoria de género insurgiram-se contra o anúncio público feito pela Casa Real de que “era um rapaz”. Para eles, “não se devia impor desde já uma identidade sexual à criança” e o que devia ser feito era “deixá-lo escolher”. Isto tudo por “uma questão de respeito”. Inacreditável, mas verdadeiro! Já em Itália, outra das manifestações da ideologia do género, nomeadamente a ideia de que não se deve discriminar os membros do casal. Por isso, houve a substituição da designação “pai” e “mãe” por “progenitor 1” e “progenitor 2” em impressos oficiais. Também em Portugal, houve uma recomendação para que se preferisse a expressão “género” em vez de “sexo”.

Sem comentários:

Enviar um comentário