quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Visita ao cemitério


«Quem hoje procurar onde estão os escritores da direita e não os encontrar, deve ir visitar o cemitério. E faça o mesmo quem nos perguntar onde estão os nossos mestres... Não me parece que seja honesto nem proveitoso dissimular que Robert Brasillach foi um homem político. Os seus romances de encanto — no sentido mais sortílego do termo — envolvem uma penetrante compreensão das épocas e das cidades, dos costumes e das éticas. Ele era eminentemente do seu tempo, procurando, com que simpatia apaixonada, tirar daí uma mitologia que trouxesse ainda alguma doçura de viver. Em troca, queria um estilo. No fundo, a sua política foi a de um alquimista que deseja dar ao crepúsculo as cores da aurora.»

Antoine Blondin

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