quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Portugueses no mundo

Costuma dizer-se que não há sítio do mundo onde não se encontre um português. De facto, há comunidades lusas espalhadas por todo o globo e que normalmente não esquecem a Pátria que delas tantas vezes se esquece.

Este ano, nos Jogos Olímpicos Inverno, que se realizam em Sochi, na Rússia, o nosso país está representado graças a dois jovens esquiadores lusodescendentes. Nas entrevistas que deram à Imprensa, há duas frases a reter que dizem tudo. Arthur Hanse afirmou: “Tenho um grande orgulho nas minhas raízes.” Já Camille Dias disse que “representar Portugal é uma grande honra”.

No entanto, os responsáveis por tão nobre atitude, que devia encher de júbilo qualquer português, foram alvo de alguns críticos, por não dominarem o idioma pátrio. Devem ser os mesmos que celebram os jogadores de futebol naturalizados que vêem na nova nacionalidade um meio de chegar a clubes milionários...

Arhur e Camille são filhos de portugueses e têm orgulho nisso. São os nossos atletas – são dos nossos – e merecem todo o nosso apoio.

São um exemplo para todos os descendentes de emigrantes portugueses que sentem as suas origens e descobrem o amor pela Pátria-mãe. Representantes contemporâneos de um Portugal maior, que se estendeu aos quatro cantos do mundo.

Devem também ser um exemplo para os que continuam neste rectângulo a vociferar contra tudo e contra todos, descrentes num Portugal que continua bem vivo no coração de tantos. Um sinal de vitalidade que é uma garantia de esperança.

Publicado na edição desta semana de «O Diabo».

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