quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Combate pelo essencial

Enquanto no Parlamento se continua a discutir o referendo à co-adopção ‘gay’, as famílias portuguesas sentem na pele o aperto financeiro a que a desmesura do descalabro governativo do País obriga.

Muitos jovens casais encaram hoje um filho como um gasto elevado. Fazem as contas como se de a compra de um carro novo se tratasse. Se a despesa prevista é incomportável, a decisão vai sendo protelada. Será que ter filhos também é querer “viver acima das nossas possibilidades”?

Mas a questão não é apenas económica. Também socialmente há cada vez mais a tentação do conforto, da “independência” e de uma vida supostamente “livre”. Na prática, uma vida egoísta, solitária e estéril.

As discussões sobre as “novas famílias”, tão em voga para os chantres do “progresso social”, servem apenas para camuflar a ausência de uma política real de apoio às famílias. Às verdadeiras, àquelas que garantem os portugueses do futuro.

Dados recentes revelaram que o nosso país tem a segunda taxa de natalidade mais baixa da União Europeia, mas pelos vistos este ‘ranking’ não preocupa os nossos governantes, cegos pelos “mercados” e pela “retoma”. Portugal gasta apenas 1,5 por cento do PIB em apoios económicos às famílias. Tornamo-nos um país que desistiu dos seus. É incompreensível que não se tomem sérias e urgentes medidas para contrariar o défice demográfico e combater as consequências do envelhecimento da população.

Qualquer Governo, independentemente da sua cor política, deve zelar pelos seus – é a sua obrigação. Cabe-lhe ter uma política de Família, de incentivo à natalidade, de apoio às crianças e com especial atenção às famílias numerosas.

É uma questão de sobrevivência – essencial –, que deve ser uma prioridade nacional.

Publicado na edição desta semana de «O Diabo».

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