quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Acordismo governamental


Leio nas notícias que o líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, afirmou estar "firmemente empenhado" para que a aplicação do Acordo Ortográfico (AO) possa prosseguir com "naturalidade" e que "não se perspectiva a suspensão ou revisão do Acordo Ortográfico". Recorde-se que o AO estará amanhã em discussão na Assembleia da República e que o deputado social-democrata Mendes Bota fez um pedido para que o seu grupo parlamentar assumisse uma posição firme sobre esta matéria, nomeadamente apresentando um projecto de resolução para a suspensão do AO.

Como já escrevi, esta atitude do actual Executivo é "uma insistência incompreensível, que ganha contornos totalitários e persecutórios, que não conseguiu evitar o caos ortográfico. Ao mesmo tempo, é ainda mais estranho porque vem de um Governo cujas principais figuras se opuseram – e bem – a esta decisão política errada".

Mas demonstra bem que os "governantes" de hoje em dia pouco mais são que "funcionários de manutenção". Mais preocupados com a gestão dos números de forma a agradar aos credores internacionais, são incapazes de marcar a diferença, deixando passar uma oportunidade de ouro para uma decisão de afirmação política em prol de Portugal.

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