quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

O ataque dos mortos-vivos


Há algum tempo que vejo notícias sobre a crescente preocupação, nomeadamente nos EUA (where else?), com um possível ataque de zombies. É claro que a temática dos mortos-vivos, ainda para mais para um apreciador do trabalho do realizador de cinema George A. Romero como eu, me captou a atenção e o assunto divertiu-me.

Mas atenção, o fenómeno ultrapassou os limites da mera brincadeira. Multiplicam-se as páginas na internet com as "melhores formas de se defender de um ataque de zombies", acesas discussões sobre o assunto, nas quais muitos crêem e garantem que que vai acontecer. Apesar de continuar a ser um divertimento para certas pessoas, no meio deste delírio há quem sustente a teoria, supostamente "séria e fundamentada", de que uma nova droga faz com que os seus consumidores fiquem com um aspecto e com comportamentos de um morto-vivo. Enfim, diz o povo que "há malucos para tudo"...

Acontece que há quem altere a sua casa, ou construa abrigos, como precaução em caso de este ataque se verificar e quem compre armas específicas para melhor se defender deste perigo imaginário. O cúmulo foi o lançamento de uma linha de munições chamada Zombie Max, por uma conhecida marca, para responder a esta procura crescente.

A verdade é que quem está tão preocupado com um ataque de zombies são aqueles cuja vida se resume a um total alheamento da realidade, dominado por videojogos, televisão, mundos virtuais e, especialmente, muita ignorância. Os verdadeiros mortos-vivos, portanto.

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