quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Tempo de Família

É nesta época de recolhimento, em que paramos por momentos a azáfama da apressada rotina diária, que encontramos no seio da família a nossa verdadeira razão de existir. Recordamos os nossos antepassados, celebramos os ausentes e enchemo-nos de esperança com a geração futura.

É na Família que perpetuamos a nossa comunidade, é com os nossos filhos que garantimos a nossa imortalidade. Percebemos o valor imemorial de tão importante ligação, em especial nestes tempos de imediatismo e materialismo exacerbado. Compreendemos que o que perdura é o que fica, que nos marca, que nos dá ânimo.

Assegurar a Família, enquanto instituição basilar da nossa sociedade, é um combate pelo essencial. É uma luta pela nossa sobrevivência enquanto povo. Portugal vive, porque vivem as famílias portuguesas.

Que tenhamos sempre presente este sentimento, porque os ataques à vida repetem-se diariamente, com grande intensidade, e vêm até de onde menos os esperamos. Estejamos atentos e dispostos a defender uma herança ancestral que, por dever, nos cabe manter e projectar para o futuro.

É nos olhos das nossas crianças que vemos o céu limpo do amanhã e reforçamos assim o sentimento de segurança que lhes devemos transmitir.

A este propósito, recordo uma estrofe da “Microbiografia de Natal”, do saudoso Rodrigo Emílio, poeta pátrio que tanta falta nos faz:
"Sol para sempre posto,
eis que despede, porém, e ainda agora gera
renovados brilhos,
no nome e no rosto
de pérola
dos meus filhos."

Editorial da edição desta semana de «O Diabo». 

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