quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Governar pelo exemplo

O nosso jornal é um semanário político de intervenção, livre e independente, que toma o partido de Portugal e dos portugueses, tendo como objectivo uma análise rigorosa da actualidade nacional para uma informação séria. Assim, não reduzimos a nossa acção à de meros espectadores e denunciamos as injustiças e os abusos cometidos por aqueles que devem representar o povo.

Em tempos de contenção, em que se exigem crescentes sacrifícios aos portugueses, é incompreensível que na Assembleia da República continue “tudo como dantes”. Qualquer corte salarial deveria começar pelos deputados, para só depois atingir os restantes cidadãos.

Não é por isso de estranhar que cresça diariamente a indignação popular contra um sistema que cada vez mais afasta os cidadãos da política. Mas, atenção, não se trata aqui de fazer um discurso demagógico contra “os políticos”. A política, enquanto organização da ‘polis’, diz respeito a todos. Devemos, por isso, ser “políticos” e preocupar-nos com a nossa vida comum, pugnando por um futuro melhor para as gerações seguintes. Não é com o silêncio nem com lamentos mudos, muito menos com a indiferença, que alteraremos esta situação intolerável. É participando activamente que conseguiremos uma mudança de fundo, desejada e desejável. O primeiro passo é apontar os erros e mostrar o valor da exigência e do compromisso.

Há algo que deve guiar quem governa e que é facilmente perceptível a todos: o exemplo. Mas há muito que este infelizmente se perdeu e se foi gradualmente substituindo por discursos descartáveis e de ocasião, que tudo tentam justificar ou desculpar.

Basta de políticas injustas e injustificáveis de “dois pesos e duas medidas”. O exemplo tem que vir de cima, mas cabe-nos exigi-lo.

Editorial da edição desta semana de «O Diabo».

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