quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Contra a recessão demográfica


Há muita gente que não lê este ou aquele jornal devido à suposta "orientação ideológica" destes, mas convém estar atento, porque acontece por vezes concordarmos integralmente com o que é escrito. Leia-se o editorial do «Público» de hoje:

«Os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) comparando a evolução das famílias entre 1960 e 2011 quantificam transformações e mostram a que ritmo estão a ocorrer mudanças com as quais nos deparamos no nosso quotidiano. Somos um país no qual há mais pessoas sós, mais famílias monoparentais, mais casais recompostos e menos famílias numerosas. Muitos destes dados reflectem a erosão da família tradicional e a adopção de novas formas de vida. Outros traduzem a inexistência de uma política de família que contrarie a tendência para a quebra da natalidade que em Portugal há muito atingiu dimensões gravíssimas. Os dados do Eurostat mostram que temos a segunda taxa de natalidade mais baixa da União Europeia.
Poupa-se nos que ainda não nasceram e não se contraria o desequilíbrio demográfico do país. Os números do INE, por seu turno, indicam que a percentagem de casais com filhos baixou de 41,1% para 35,2%, entre 2001 e 2011. Estes dados evidenciam os efeitos da ausência de uma política real de apoio às famílias. Os dados do Observatório das Famílias e das Políticas de Família revelam que Portugal gasta apenas 1,5% do PIB em apoios económicos às famílias e que nos últimos três anos meio milhão de crianças perderam o direito ao abono de família.
Num país em austeridade acentuada, travam-se os gastos que poderiam conduzir a um aumento da natalidade. Poupa-se nos que ainda não nasceram. E, por essa via, perde-se a possibilidade de contrariar o défice demográfico e torna-se mais difícil combater os problemas que decorrem do envelhecimento das populações, ao nível da Segurança Social ou dos custos de saúde. Um país que convida os jovens a emigrar e não dá aos que fica condições para constituir famílias está a condenar-se a prazo. Somos um país em recessão demográfica e que desistiu do futuro, aceitando o declínio a prazo como preço para sobreviver no presente. É preciso que o país passe a ter uma política de família.»

1 comentário:

  1. Uma janela emocional que deve ser aberta aos machos (de boa saúde) que, em condições 'normais', seriam rejeitados pelas fêmeas: o Direito à Monoparentalidade em sociedades T. M.

    Já há vários anos [apesar de ser alvo de censura... e apesar de ser 'ridicularizado'...] que venho divulgando uma importante mensagem... que vai provocar UMA MUDANÇA ESTRUTURAL HISTÓRICA DA SOCIEDADE... uma autêntica revolução na sociedade:
    - o Direito à Monoparentalidade em sociedades Tradicionalmente Monogâmicas.
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    Resumindo o assunto:
    --> Já tenho dito isto muitas vezes:
    i) tal como acontece com muitos outros animais mamíferos, duma maneira geral, as fêmeas humanas são 'particularmente sensíveis' para com os machos mais fortes...
    ii) nas Sociedades Tradicionalmente Poligâmicas apenas os machos mais fortes é que possuem filhos;
    iii) no entanto, para conseguirem sobreviver, muitas sociedades tiveram necessidade de mobilizar/motivar os machos mais fracos no sentido de eles se interessarem pela preservação da sua Identidade... de facto, analisando o Tabú-Sexo (nas Sociedades Tradicionalmente Monogâmicas) chegamos à conclusão de que o verdadeiro objectivo do Tabú-Sexo era proceder à integração social dos machos sexualmente mais fracos; ver o blog «Origem do Tabu Sexo» (http://tabusexo.blogspot.com/).
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    P.S.1.
    É errado estar a dizer (como já alguém disse) «a Europa precisa de crianças, não de homossexuais!»... isto é, ou seja... a Europa precisa de pessoas (homossexuais e heterossexuais) com disponibilidade para criar crianças!!!
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    É UMA MUDANÇA ESTRUTURAL HISTÓRICA DA SOCIEDADE: os homens poderão vir a ter filhos... sem repressão dos Direitos das mulheres... leia-se: O ACESSO A 'BARRIGAS DE ALUGUER'...
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    Nota: Embora a monoparentalidade possa trazer alguns problemas… será sempre uma MENSAGEM DE GRANDE IMPACTO SOCIALIZADOR que se pode dirigir às crianças/jovens: «o Direito à monoparentalidade permitirá a muitos de vós ter acesso a um Direito - o de ter filhos -… Direito esse ao qual muitos de vós… dificilmente teria acesso, caso não existisse o Direito à monoparentalidade».
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    P.S.2.
    Com o declínio do Tabú-Sexo (como seria de esperar) a percentagem de machos sem filhos aumentou imenso nas sociedades tradicionalmente monogâmicas.
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    Mais, por um lado, muitas mulheres vão à procura de machos de maior competência sexual, nomeadamente, machos oriundos de sociedades tradicionalmente Poligâmicas [nestas sociedades apenas os machos mais fortes é que possuem filhos, logo, seleccionam e apuram a qualidade dos machos]... por outro lado, muitos machos das sociedades tradicionalmente Monogâmicas vão à procura de fêmeas Economicamente Fragilizadas [mais 'dóceis'] oriundas de outras sociedades...
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    P.S.3.
    Anda por aí muita conversa abandalhada: pessoal que não se preocupa com a construção duma sociedade sustentável (média de 2.1 filhos por mulher)... critica a repressão dos Direitos das mulheres… todavia, em simultâneo, para cúmulo, defende que... se deve aproveitar a 'boa produção' demográfica proveniente de determinados países [nota: 'boa produção' essa... que foi proporcionada precisamente pela repressão dos Direitos das mulheres - ex: islâmicos]… para resolver o deficit demográfico na Europa!?!?!

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