segunda-feira, 11 de novembro de 2013

A vaidade de Cunhal


Pacheco Pereira, que está a preparar o quarto volume da biografia de Álvaro Cunhal, escreve hoje no «Público» que, “ao homem que escreve assim sobre si próprio falta pelo menos uma coisa que os teólogos da Idade Média, que tinham que lidar com as ordens monásticas, conheciam bem. Falta-lhe “humildade”, manifesta uma forma muito especial de vanitas, de vaidade. Não é a das pessoas comuns, mas é vaidade, é actuar como se a corrente invisível da História, com H grande, passasse pelo seu corpo. S. Bernardo, que escreveu para os monges, ou seja gente dedicada a Deus e à sua Ordem, como Cunhal o era à História e ao seu partido, sabia bem como era difícil combater esta forma de orgulho, que faz muito grandes homens, mas não os torna santos, nem santos laicos”.

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