segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Profetas do acordismo


A frase do dia que partilhei hoje foi retirada de um excelente artigo de António de Macedo, no «Público», que merece a leitura de todos. Um dos pontos muito importantes em que toca e que arrasa completamente é o das certezas absolutas dos profetas do acordismo. Os mesmos que hoje se fecham em copas, esperando que o passar do tempo resolva o disparate com o qual pactuaram. Ora leiam: «Um dos argumentos que tenho ouvido para que a imposição do AO 90 se mantenha é: “Agora já é muito difícil e muito custoso voltar atrás” — ou seja, invoca-se a persistência no erro para justificar a persistência no erro! Estamos em pleno reino do “porque sim”, ou, pior, da nefanda prática do facto consumado, apanágio das ditaduras. E consentiremos nós que num tal chafurdeiro continue a atascar-se a política cultural deste Novo Estado português? Um erro é sempre um erro, e nunca é tarde de mais para o corrigir e anular, como diz a sabedoria popular: mais vale tarde que nunca. Em Julho de 2008, o político Rui Tavares escreveu a seguinte “profecia” no seu blogue, sob o título “Nem se vai dar por isso”, menosprezando os que são contra a adopção do AO 90: “Se estamos numa de palpites, deixo o meu: daqui a cinco anos ninguém se vai lembrar das razões de tanta resistência”. Para um político que se preze, revelou-se um péssimo profeta. Afinal, volvidos os tais cinco anos, a resistência não pára, as queixas no ensino e por todo o lado são uma autêntica enxurrada, os artigos a desmistificar a gigantesca fraude do AO 90 multiplicam-se com argumentos fundamentados e demolidores.»

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