quarta-feira, 16 de outubro de 2013

A espada, a alma do samurai


«O armeiro não era um mero artesão, mas um artista inspirado, e a sua oficina um santuário. Diariamente, dava início ao seu ofício com oração e purificação, ou, como dizia a expressão: "comprometia a alma e o espírito no acto de forjar e temperar o aço." Cada golpe do malho, cada mergulho na água, cada fricção no esmeril, era um acto religioso de não pouca importância. Era o espírito do mestre ou do seu deus tutelar que projectava um formidável encanto sobre a nossa espada?»

Nitobe Inazō
"Bushido. A Ética dos Samurais e a Alma do Japão"

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