quarta-feira, 30 de outubro de 2013

A crise dos homens bons


«A crise dos homens bons representa a seu asco à partidocracia dominante, a sua aversão à acção directa, mas sobretudo a compreensão, com Ernst Jünger (o notável autor de "Eumeswil"), que o tempo é de fazer um retiro da mediocridade e passar à floresta, ou, como o protagonista das "Falésias de Mármore", passar ao altiplano não contaminado. Isto significa deixar os homens à sorte que escolheram, embalados em cantigas de maldizer e uivos de lobos que disfarçaram o som em cantos de sereias. Para que são dentes tão pontiagudos e tão grandes? – perguntava a Capuchinho Vermelho. E olhos tão grandes? São para melhor te ver.»

António Marques Bessa
in «O Diabo», 29/10/2013.

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