invisível em nós? Não é o teu sonho
seres um dia invisível? Terra! invisível!
Se a transformação não é a tua missão imperiosa, então qual será?
Terra, minha querida, eu quero. Oh, acredita, não seriam mais necessárias
as tuas Primaveras para me conquistar para ti —, só uma,
ai! uma única e já demasiada para o sangue.
Inominadamente, por ti me decidi, já de longe.
Sempre tinhas razão e a tua sacra ideia
é a discreta morte.
Rainer Maria Rilke
in "As Elegias de Duíno"
(tradução de Maria Teresa Dias Furtado).

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