quarta-feira, 26 de junho de 2013

Local contra global

Um estudo da Deco-Proteste revelou que Lisboa e Porto são as regiões com os supermercados mais baratos e que os mais caros ficam em Bragança, Guarda e Beja. Ou seja, os preços são mais baixos nas grandes cidades e mais altos no Interior. A explicação, garantem os “especialistas”, está na concorrência. Nos sítios onde há maior concentração de superfícies comerciais há maior tendência para uma guerra de preços de modo a atrair clientela. Conclusão, numa óptica puramente consumista, é melhor viver nas grandes cidades.

Ora, é exactamente essa a tendência do mundo globalizado, esse grande mercado planetário onde as fronteiras se desvanecem e as pessoas passam a ser meros consumidores. Desenraizados e uniformizados, os cidadãos passam a reger-se pelas leis do mercado, sendo apenas a última unidade de uma imensa linha de produção.

Este projecto de sociedade massificada encontra o seu maior obstáculo nas pátrias e nas comunidades nacionais e locais. Não se trata de uma consideração filosófica etérea, mas algo que podemos e devemos aplicar à nossa escala.

No caso dos produtos que consumimos, a crise veio recordar-nos que podemos bem viver sem os excessos e fez-nos repensar as nossas prioridades.

Perante os dados sobre as diferenças de preços nos supermercados, é tempo de recuperar as economias locais que foram arrasadas pelas grandes redes de distribuição. Não só teremos melhores preços nas pequenas localidades, como se dinamizarão zonas constantemente “esquecidas” do País, mantendo tradições antigas, devolvendo-lhes a vida.

A luta do local contra o global começa na nossa terra e estende-se à nossa pátria. É uma luta pela nossa identidade.

Editorial da edição desta semana de «O Diabo».

2 comentários:

  1. O Vardon tem um livro sobre esse tema e, curiosamente, lembra-me as teses dos eco-anarquistas, pesa-me imenso não ter tido a oportunidade de editar John Zerzan e Kirkpatrick Sale no tempo da Antagonista, já tinha obtido os direitos... talvez pelo IAEGCA, tendo tempo.

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  2. HÁ QUE PERCEBER/METER UMA COISA NA CABEÇA:
    - Os 'globalization-lovers'/(anti-sobrevivência de Identidades Autóctones) são uns nazis do piorio!
    .
    De facto:
    - veja-se o que os 'globalization-lovers'/(anti-sobrevivência de Identidades Autóctones) fizeram aos nativos norte-americanos: houve Identidades Autóctones que sofreram um Holocausto Massivo;
    - veja-se o que os 'globalization-lovers'/(anti-sobrevivência de Identidades Autóctones) estão a fazer no Brasil aos nativos da Amazónia;
    - existem mais de 1200 milhões de chineses, existem mais de 1200 milhões de indianos, etc, etc, etc… todavia, no entanto, os 'globalization-lovers'/(anti-sobrevivência de Identidades Autóctones) insistem em acossar/perseguir qualquer meia-dezena de milhões de autóctones que defenda a SOBREVIVÊNCIA da sua Nação/Pátria.
    - etc.
    {nota: uma NAÇÃO é uma comunidade duma mesma matriz racial onde existe partilha laços de sangue, com um património etno-cultural comum. Uma PÁTRIA é a realização de uma Nação num espaço}
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    --->>> Não sejamos uns 'parvinhos-à-Sérvia' (vide Kosovo), antes que seja tarde demais, há que mobilizar aquela minoria de nativos europeus que possui disponibilidade emocional para abraçar um projecto de Luta pela Sobrevivência... e... SEPARATISMO-50-50!
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    P.S.1
    Nazismo não é o ser 'alto e louro'... mas sim a busca de pretextos com o objectivo de negar o Direito à Sobrevivência de outros!...
    Os NAZIS 'globalization-lovers'/(anti-sobrevivência de Identidades Autóctones) andam numa busca incessante de pretextos... para negar o Direito à sobrevivência das Identidades Autóctones.
    Os separatistas-50-50 não têm um discurso de negação de Direito à sobrevivência... os separatistas-50-50 apenas reivindicam o Direito à Sobrevivência da sua Identidade: leia-se, os 'globalization-lovers' que fiquem na sua... desde que respeitem os Direitos dos outros... e vice-versa.
    .
    P.S.2.
    -> Um caos organizado por alguns - a superclasse (alta finança - capital global) pretende 'cozinhar' as condições que são do seu interesse:
    - privatização de bens estratégicos: combustíveis... electricidade... água...
    - caos financeiro...
    - implosão de identidades autóctones...
    - forças militares e militarizadas mercenárias...
    resumindo: uma Nova Ordem a seguir ao caos - uma Ordem Mercenária: um Neofeudalismo.

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