segunda-feira, 24 de junho de 2013

A queda de um mito

Depois de Marcelo Rebelo de Sousa ter mostrado no seu programa televisivo o novo livro do Embaixador Carlos Fernandes “O cônsul Aristides Sousa Mendes a Verdade e a Mentira”, a atenção voltou a virar-se para uma história muito mal contada. Falei com o Embaixador há uns dias, que amavelmente me ofereceu um exemplar da obra e me disse que a primeira edição do livro esgotou rapidamente, mas que a segunda edição estará disponível no final desta semana.

Já em Abril de 2007, o semanário «O Diabo» dava conta da carta do Embaixador Carlos Fernandes a Maria Barroso, presidente da Fundação Aristides Sousa Mendes, que desmitificava a lenda criada à volta do cônsul português em Bordéus. Vendo que a mitificação desta figura continuava, o Embaixador decidiu escrever um livro esclarecedor e muito bem documentado para contrariar as versões mirabolantes desta história, hoje institucionalizadas e ensinadas aos nossos filhos nas escolas portuguesas.

1 comentário:

  1. Também eu li o livro do Embaixador Carlos Fernandes. Diplomata e jurista arrasa completamente o MITO SOUSA MENDES, com documentos [alguns fundamentais foram fraudulentamente feitos desaparaecer, o que os adeptos de Sousa Mendes escondem]bem como legislação e um vasto conhecimento do M.N.E, E com uma enorme vantagem - de certeza a única pessoa ainda viva que conheceu pessoalmente Aristides.
    Nunca Aristides emitiu 30.000 vistos para salvar judeus do holocausto. Aliás ele saiu de Bordeus em 1940 e quando começou a"solução final" ? Muito depois...E ele em vida nunca reclamou que o tivesse feito.
    Foram os lobys judeus e quem quis ganhar materialmente com o mito que o criou. Aristides estava na carreira consular.Teve 5, repito, 5 processos disciplinares desde a I Republica. A todos foi ajudado por seu gémeo, Cesar, esse sim da carreira diplomátrica e que foi mesmo MINISTRO DOS NEGÓCIOS ESTRANGEIROS DE SALAZAR! Foi esta a perseguição de Salazar á familia Sousa Mendes.
    Só que pela gravidade do último nada conseguiu como antes. E a pena de Salazar foi bem mais leve que a proposta pelo Conselho do M.N.E. - passagem á disponibilidade fora do serviço aguardando aposentação, isto é, continuou sempre a receber por inteiro o vencimento de categoria desde 1940 a 1954, data da morte.
    Aristides morreu na miséria ? Certamente não por culpa de Salazar mas da sua vida privada. Com 14 filhos, sendo 12 vivos, uma amante e uma filha da amante, legitimada pelo casamento dos pais, quando Aristides enviuvou, quem assim não teria dificuldades financeiras? Mas para não falar nos dinheiros que extorquiu aos tais judeus que os seus adeptos dizem quis salvar, mas os documentos das autoridades diplomáticas inglesas enviadas ao tempo para o M.N.E. português mostram inequívocamenbte ter sido a verdade...
    Mas e apesar de tudo isto a A.R. por incitação de Jaime Gama decide cometer 2 ilegalidades - reintegrar Aristides [não se pode reintegrar quem nunca foi "desintegrado"] e nada mais nada menos que, a título póstumo, em MINISTRO PLENIPPOTENCIÁRIO DE 2A.CLASSE: O que Aristides nunca teria sido mesmo sem o processo porque sendo Consul de 1a classe e não tendo sido aprovado no concurso para Consul-Geral nada mais seria. Se aprovado passaria a Consul-Geral e aí terminaria a sua carreira.
    Mas aqui Carlos Fernandes comete um enorme erro. Sendo pessoa de 90 anos vive ainda no seu tempo. Ora ness altura havia duas carreiras distintas - diplomática e consular. Mas as duas há muito foram fundidas numa só- a diplomática. Assim a A.R. não quis juntar a 2 ilegalidades uma irrealidade, que seria reintegrar Aristides numa coisa que já não existia - a carreira consular. Assim aquela decisão mirabolante.
    Mas há mais. O ESTADO PORTUGUÊS, ISTO É, TODOS NÓS CONTRIBUINTES JÁ DEMOS AOS DESCENDENTES DE ARISTIDES MILHARES E MILHARES DE CONTOS. E PARA QUÊ ?
    Com todas as revelações de Carlos Fernandes e outras personalidades como o Embaixador Temido e outros vai-se esvasiando o loby judeu, surjem as desavenças e discórdias entre descendentes de Aristides e, sobretudo, o bom senso das pessoas aliado ao número astronómico de vistos em semanas - 30.000, uma impossiblidade material-vai fazer que não haja nem Wallenberg, ou Schindler português mas um ídolo criado com pés de barro.
    Xavier Reis
    P.S. Uma palavra apenas para o Dr Seixas da Costa. Como diplomata que pretende ser, e Embaixador, pós-25 de Abril, deveria ter mais cuidado com a sua acção no MITO SOUSA MENDES. Já deveria conhecer bem a casa a que pertence - ou não conhece ?- e saber, com a sua experiência diplomática abster-se de embarcar em lendas, lobys, em relação aos quais, não tem nenhum interesse menos claro. Ou terá ?

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