quinta-feira, 20 de junho de 2013

A escola em risco

Perante mais uma manifestação dos professores em Lisboa e a guerra a que se assiste com o ministro da Educação sobre a greve em período de exames, há que olhar mais longe – ou mais fundo – para um problema que nos afecta a todos e determina o futuro do País.

Não estão aqui em causa as reivindicações dos professores, muitas são legítimas e qualquer cidadão tem o direito de protestar. No entanto, mais uma vez, vemos como esta classe está tomada pelas forças a extrema-esquerda. Os partidos e sindicatos do costume usam as dificuldades das pessoas como armas políticas contra o Governo. Sejamos claros, o seu objectivo é a queda deste Executivo e não a resolução de problemas concretos.

Um dos motes deste protesto foi: “A escola pública está em risco.” Será esta a real preocupação? Ou será apenas a preocupação com as condições de emprego na escola pública?

De facto, nunca vimos uma mobilização destas de professores, nem a preocupação dos partidos que os manipulam, contra verdadeiros cancros que destroem o ensino. Exemplos paradigmáticos recentes são o Acordo Ortográfico e a Terminologia Linguística para o Ensino Básico e Secundário (TLEBS), que provocaram o caos numa matéria fundamental como é a nossa Língua. Não é, assim, de espantar os maus resultados a Português nos últimos exames nacionais do Ensino Básico.

As consequências do delírio experimentalista e do avermelhamento do professorado sofridos a partir do 25 de Abril ainda se fazem sentir. A escola não pode ser apenas mais um emprego para quem lá trabalha e uma mera ocupação para quem lá estuda. Também não pode ser um tubo de ensaio para experiências de engenharia social.

A escola pública deve ser uma escola nacional, que tenha como objectivo formar as gerações futuras de um país concreto – Portugal.

Editorial da edição desta semana de «O Diabo».

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