terça-feira, 28 de maio de 2013

A França resistente


A França está dividida devido à aprovação do casamento homossexual. No passado domingo, Paris foi inundada por um mar de gente em mais uma impressionante manifestação, que mobilizou um milhão de pessoas. A manchete do jornal «Le Parisien», que a considerou um sucesso, era exactamente "A França cortada em dois".

No entanto, para entender este fenómeno, é necessário sair do reducionismo que o limita à contestação à lei do casamento homossexual. Aqui vemos uma França resistente àquela que quer destruir a nossa sociedade como a conhecemos e concebemos. Como escreveu Gabriele Adinolfi, "depois de décadas de ataques à língua, à cultura, à demografia, meia França insurgiu-se contra o casamento gay porque sente que está ameaçado o último quadrado da sociedade, a família". De seguida, responde a possíveis críticos: "Era melhor reagir antes? Era melhor reagir noutras questões? São perguntas retóricas. São os fortes impulsos psicológicos, súbitos e mobilizadores, que determinam com força irracional e profunda as mudanças históricas."

No último editorial de «La Nouvelle Revue d'Histoire», Dominique Venner explicou esta mobilização: "As pessoas que nos governam trataram novamente com desprezo esta indignação popular, que não haviam previsto e não podem compreender. Cometeram aqui um erro crasso. Quando tal indignação mobiliza tamanhas massas, de jovens mães e dos seus filhos, é o sinal de que foi transgredida para além suportável uma parte sagrada do que constitui uma nação. É perigoso provocar revolta das mães!"

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