sábado, 18 de agosto de 2012

O regresso de Batman

O tão esperado regresso do Homem-morcego ao grande ecrã, tantos pelos fãs dos ‘comics’ como pelos que admiram a série de filmes, começou infelizmente com uma tragédia tanto injustificável como inqualificável, à qual não convém dar mais publicidade nem permitir qualquer aproveitamento. Para além deste acontecimento inesperado, houve várias críticas e algumas polémicas.

Batman não é visto há oito anos. Desde o seu aparecimento, quando passou de herói a fugitivo, que Gotham City mudou bastante. Mas Bruce Wayne (Christian Bale), o milionário que encarnava o Cavaleiro das Trevas que combatia como ninguém o crime na cidade, não se importa. Mantém uma atitude de indiferença extrema, um estado depressivo, descurando até o seu gigantesco e lucrativo grupo de empresas. A situação altera-se com o aparecimento de Bane (Tom Hardy), um super-vilão mascarado com planos terríveis para Gotham City.

O objectivo de Bane é o pior, mas ele quer atingi-lo através do controlo empresarial, da inoperacionalização das forças policiais e do estabelecimento de um estado de anarquia, afirmando que vai entregar o poder da cidade ao povo.

Este aspecto valeu as críticas dos defensores do movimento “Occupy Wall Street”, que acusaram o filme de ser conservador e defender as grandes empresas e os capitalistas.
Para além deste aspecto político, a história mostra também a corrupção que tomou conta de Gotham City e os dramas pessoais de várias personagens. Para contar tudo isto, Christopher Nolan precisou de quase três horas, que infelizmente se tornam por vezes aborrecidas. Ao contrário da profundidade que muitos pretenderam ver neste novo Batman, o que temos é uma longa-metragem (demasiado longa) que se caracteriza por alguma superficialidade.

Já as cenas de acção são exactamente o que se esperava de Nolan, rápidas, com bons efeitos especiais e mesmo espectaculares. Nota positiva para os veículos futuristas, bastante bem concebidos.

Apesar de interessante para os apreciadores da série, este é um filme que fica aquém dos anteriores. Para quem acha que se iria ficar por aqui, o final, como não podia deixar de ser, deixa tudo em aberto. [publicado na edição desta semana de «O Diabo»]

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