quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Forças especiais

A principal razão pela qual este filme tem dado que falar é o facto de ter a representar, para além de actores profissionais, membros das famosas unidades especiais da Marinha norte-americana SEAL e SWCC que estão ao serviço. Algo que mostra a aposta no realismo de um filme de acção e pouco mais.

Há assim uma tentativa de história que serve, na realidade de desculpa para filmar quatro longas e pormenorizadas missões especiais em várias partes do mundo. A seguir a um atentado numa escola internacional na Filipinas, que provoca várias vítimas, incluindo o embaixador americano e o seu filho, perpetrado por um terrorista checheno que consegue fugir, um agente da CIA é morto e outro capturado por criminosos às ordens de um grande traficante. Os dois casos estão afinal ligados e a partir deles se descobre que a segurança dos próprios EUA está em perigo.

A partir daqui as forças especiais vão partir em operações de resgate e ataque internacionais. Para os apreciadores, há um verdadeiro desfile de equipamento militar de topo em acção. Também as rápidas sequências de combate, em parte filmadas numa perspectiva que recorda os ultra-realistas videojogos de guerra, farão as delícias de um público, principalmente adolescente, que aprecia o género.

Tudo isto imbuído num espírito laudatório dos EUA e da sua superioridade militar e moral face aos males que afligem o mundo, muito ao estilo dos filmes semelhantes durante a Guerra Fria. Claro que agora o perigo é o terrorismo e os atentados em solo norte-americano.

Sem dúvida que há quem goste, mas em termos de cinema esta não é uma aposta ganha. Para fazer um filme de acção não basta apenas acção... Por outro lado, para ficar a conhecer forças especiais, o seu equipamento e modos de operar, há documentários. [publicado na edição desta semana de «O Diabo»]

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