terça-feira, 19 de junho de 2012

PS com maioria absoluta em França

Num cenário que não se via há mais de trinta anos, mas que muitos antecipavam, o Partido Socialista francês conseguiu a maioria absoluta na segunda volta das eleições legislativas no passado domingo. A Assembleia Nacional sofreu uma clara inversão, com os socialistas a não precisarem dos Verdes ou da extrema-esquerda.
Nesta onda de sucesso houve ainda um caso polémico. Ségolène Royal foi batida pelo socialista dissidente Olivier Farlorni e disse que havia sido “traída”, porque grande parte dos votos do seu vencedor vinham “da direita”.
A UMP foi severamente penalizada e o partido continua a ser associado ao anterior presidente Nicolas Sarkozy, à sua postura e às suas políticas. Com o crescimento da extrema-direita, os tempos são de reflexão e mudança para a Direita francesa.
A maioria dos eleitores franceses mostra que deseja as alterações políticas prometidas pelo recém-eleito François Hollande, que se opôs durante a campanha eleitoral à austeridade e contenção. Agora, os socialistas têm um presidente, uma maioria e um parlamento. Vejamos como esta alteração pode mudar a situação na Europa.


Le Pen no Parlamento
Apesar de ter sido dada quase como certa a eleição da presidente da Frente Nacional (FN), Marine Le Pen, esta acabou por ser ultrapassada pelo candidato do PS, Philippe Kemel, por pouco mais que cem votos. Marine pediu uma recontagem, mas ao mesmo tempo congratulou-se com o regresso do seu partido à Assembleia Nacional, algo que não acontecia desde 1986, muito devido ao sistema eleitoral. Desta vez, os eleitos foram Marion Maréchal-Le Pen, sobrinha de Marine e neta do histórico líder Jean-Marie Le Pen, que com apenas 22 anos se tornou a mais jovem deputada da V República, e o advogado Gilbert Collard.
A extrema-direita conseguiu ainda outro eleito, o presidente da Liga do Sul, Jacques Bompart, autarca de Orange e antigo quadro da FN.

Sem comentários:

Enviar um comentário