quarta-feira, 2 de maio de 2012

Suspense?

A atracção de Hollywood é, de facto, muito forte. Muitos são os que se rendem aos encantos desta Meca do Cinema mas, infelizmente, não aproveitam para ir mais longe e explorar as suas capacidades. Esta conversão é quase sempre uniformizadora e põe os realizadores a fazer o que já foi feito e repetido até à exaustão, sujeitando-se a um modelo pré-formatado, tal como um menu de uma qualquer cadeia de ‘fast-food’.

Foi o que se passou com o brasileiro Heitor Dhalia, ao realizar uma tentativa de filme de suspense na qual não se encontra nada de novo, nem de interessante. Será que vale mesmo a pena – excepto financeiramente, talvez – ir para os Estados Unidos só para se tornar “mais um”?

A história de “Gone” é bastante simples. Jill Parrish (Amanda Seyfried) está convencida que a sua irmã, Molly (Emily Wickersham), foi sequestrada pelo mesmo assassino em série de quem escapou no ano anterior e tem a certeza que, ao pôr-do-sol, Molly será morta. Tem por isso 12 horas para a salvar, como nos diz o título português. O problema é que a polícia não acredita na sua versão, pois acha que ela está psicologicamente perturbada e que tudo não passou de um delírio seu. Sozinha, Jill decide que salvará a irmã e não descansará enquanto o seu captor não for morto.

A questão que se põe é saber se tudo não passa de uma fantasia da sua cabeça ou, pelo contrário, é ela a única que está segura da verdade, mesmo perante a dúvida de todos. A resposta é dada bastante cedo, pelo menos para quem já viu filmes deste género. Mas o pior é que tudo acontece tal e qual como se espera.

Amanda Seyfried tem talento e tenta, mas o que a rodeia não podia dar grande resultado. O que é uma pena para esta actriz, que se tem vindo a perder em filmes medíocres. Merecia melhor… [publicado na edição desta semana de «O Diabo»]

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