quarta-feira, 7 de março de 2012

Um ano

Depois de um período de colaboração regular, foi-me dada a honra de dirigir “O Diabo”, jornal com o qual literalmente cresci, como escrevi no meu primeiro editorial como director, no dia 1 de Março do ano passado. Foi um desafio que aceitei, perfeitamente ciente da enorme responsabilidade de assegurar um título histórico em Portugal, que representa a imprensa verdadeiramente livre e, por isso, sempre necessária. Uma herança de peso, por onde passaram grandes figuras do jornalismo português, a respeitar e continuar.

Nestes tempos de crise, que também atinge significativamente os meios de comunicação social impressos, manter um jornal que não depende de publicidade, de grandes grupos empresariais, ou de interesses económicos, é bastante difícil. Mas o que nos faz continuar o caminho, com o reconfortante sentimento do dever cumprido, é a confiança e fidelidade de quem nos lê.
Para além dos apáticos, dos desligados, ou dos conformados, há um público interessado que não se contenta com aparências, que exige e reconhece a independência.

Sabemos para onde queremos ir e temos a vontade para prosseguir o nosso trabalho, com brio e dedicação. Também não esquecemos Portugal, nesta altura em que as dúvidas sobre o futuro nacional são cada vez mais e maiores. Este é o sentimento patriótico de um punhado de portugueses que se recusa a baixar os braços. Que tem profunda consciência de que a luta nacional é sempre necessária e que nesta é de extrema importância a existência de um órgão de informação livre e independente.

Termino com um sincero e sentido agradecimento à redacção e aos colaboradores – entre os quais fiz verdadeiros Amigos – e especialmente aos leitores. Este jornal é nosso.

Editorial da edição desta semana de «O Diabo».

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