quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Mudar o jogo

Poucos portugueses perceberão alguma coisa de ‘baseball’, mas tal não deverá impedi-los de ver este filme. O desporto é aqui um cenário para uma história de vontade de mudança, de coragem e risco, como diz o título português, mas também de dinheiro, como diz o título original.
O argumento, escrito por Aaron Sorkin e Steven Zaillian, tem por base no livro de Michael Lewis, que conta a história verídica de Billy Beane, director-geral dos Oakland Athletics, que revolucionou um desporto até aos nossos dias.

Na preparação de uma nova época de Billy Beane (Brad Pitt), explica aos “olheiros” do clube, que o devem ajudar nas novas contratações, que em cima estão as boas equipas, por baixo estão as más, depois está um monte de esterco e só depois estão os Oakland Athletics. Com esta forma directa de falar, o todo-poderoso ‘general manager’, que responde apenas ao dono do clube, queria mostrar claramente que não havia dinheiro para competir com as milionárias equipas de topo. Aí se começa a notar de Beane está farto de forma, aparentemente imutável, de fazer as coisas no ‘baseball’.

Um dia cruza-se com Peter Brand (Jonah Hill), que lhe chama a atenção por não corresponder ao analista de jogadores típico. Descobre que ele é formado em Economia por Yale e que tem uma teoria revolucionária, assente em modelos matemáticos e estatísticos, na qual a formação de equipas não deve obedecer ao tradicional instinto, mas a dados concretos. Beane contrata-o e aplica este modelo, contra todas as resistências. A sua teimosia é impressionante, até ao fim. Mas a mudança fez-se e nada ficou igual.

Este é um filme americano, sobre um desporto americano e movido pela ideia de que os ‘underdogs’, os “pequeninos”, podem vencer os grandes. Que podem alterar as regras do jogo. [publicado na edição desta semana de «O Diabo»]

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