quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Da mediatização da morte

Em horário nobre, as televisões transmitem um linchamento que, aparentemente, satisfaz o voyeurismo reinante. As imagens chocantes mostram a forma brutal como o recém-diabolizado Kadhafi é encontrado por uma horda selvagem que o agride e que finalmente o mata. Há até uma continuação, onde se apresenta o “herói” que o assassinou cobardemente. Tudo isto ao som de urros de “Alá é grande!” Um espectáculo degradante, mas bastante eficaz na sociedade mediática que adormece os espíritos críticos.

A celebração da morte nada tem que ver com os nossos valores. Na tradição europeia, o inimigo que se bate merece sempre o nosso respeito. Mas o Ocidente baralhou estes parâmetros. Temos visto como os antigos aliados não passam afinal de conveniências descartáveis. Antes de Kadhafi, havíamos assistido já ao fim de Saddam e depois de Bin Laden. Foi a recusa dos valores supostamente defendidos para acabar com “monstros” que o próprio Ocidente, quando não criou, alimentou.

Pior: ao que tudo indica, como tantos já alertaram, está em curso uma tomada do poder pelos islamitas. Veja-se a afirmação paradigmática do porta-voz do Conselho Nacional de Transição líbio, sobre Kadhafi: “Queríamos proporcionar-lhe um julgamento justo, mas parece que a vontade de Deus era outra”. É o prenúncio da instauração pela força de um regime sujeito à Sharia, a lei islâmica, incrivelmente apoiado pelos que dizem defender a liberdade e a democracia.

É esta a mensagem que a Europa – na sua impotência – quer passar? No mundo em convulsões em que vivemos não podia haver pior sinal.

Editorial da edição desta semana de «O Diabo».

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Tintin?


Tintinófilo confesso, desde que foi anunciada a passagem ao cinema deste herói, pela mão de Spielberg, receei o pior. Ainda não vi o filme, apesar de estar naturalmente curiosíssimo. Mas o texto do Eurico de Barros, publicado ontem no "DN", com o título "Tintin não rima com Indiana Jones", não augura nada de bom. A ver vamos...

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Naufrágio

Parece que hoje, apesar de os efeitos directos da crise já se fazerem sentir em grande parte da população portuguesa, o anúncio de novas e mais pesadas “medidas de austeridade” causam menos incómodo que a notícia de uma derrota num desafio de futebol.

Mesmo com algumas alterações de hábitos de vida, vemos que muita gente continua sem abdicar do acessório mesmo sabendo que já no próximo ano as coisas vão começar a ser a doer e que, a partir daí, muito dificilmente regressaremos em breve ao tempo das vacas gordas.

Será que este alheamento generalizado, aparentemente cómodo, é o resultado do processo de estupidificação que há muito está em curso? Será o reflexo de um povo agora brando e sem costumes? Ou, muito simplesmente, será que os portugueses decidiram continuar a gozar hoje o que não poderão dentro em breve?

“Portugal não é a Grécia”, garantem-nos. E realmente não é. A maioria continua à espera que os políticos resolvam as coisas e os “indignados” esperam que tudo seja como dantes e que alguém lhes trate da vidinha. Os governantes esperam que os sacrifícios dos mesmos mantenham a coisa, de preferência sem grande burburinho.

Assistimos a uma política de “aguentar o barco” à custa dos remadores, mas sem sequer haver um rumo decidido. O destino mais provável é o naufrágio.

Editorial da edição desta semana de «O Diabo».

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Pesadelo previsível

É sempre estranho, no mínimo, ver um ‘trailer’ de um filme que praticamente nos revela o enredo. É ainda pior quando se trata de um filme de suspense, ou neste caso uma tentativa de o ser. É o que acontece com “A Casa dos Sonhos”, que se torna, pouco tempo depois de começar, um pesadelo de previsibilidade e consequente aborrecimento.

Will Atenton (Daniel Craig), um editor de sucesso em Nova Iorque, decide mudar-se com a sua mulher Libby (Rachel Weisz) e as duas filhas para uma pequena cidade do Connecticut para escrever um romance. Mas esta mudança, que pretendia melhorar a vida da família, não corre como esperado. Algumas situações estranhas, como um homem que espreita à janela, ou as reacções dos vizinhos, indicam que algo invulgar se passa. Rapidamente Will descobre que a casa foi anteriormente habitadada por Peter Ward, um homem que matou a mulher e as filhas. Mas, como sabe quem viu a publicidade ao filme, Will é na realidade Peter. A partir daqui há uma tentativa sem sucesso de uma reflexão sobre o conflito interior na mente de uma pessoa que assume outra identidade para recusar uma tragédia.

É uma pena ver Jim Sheridan, realizador de “Em nome do Pai” (1993) ou “Na América” (2002), e actrizes como Rachel Weisz ou Naomi Watts prestarem-se a tão mau serviço como este. Mas a rodagem não foi pacífica e Sheridan entrou em conflito com a produtora e as constantes alterações que esta impunha ao filme, chegando a tentar retirar o seu nome dos créditos. O realizador e os actores Daniel Craig e Rachel Weisz, descontentes com a montagem final, recusaram-se a fazer publicidade ao filme e a dar entrevistas.

Um péssimo desfecho na realização de um mau filme que, ainda por cima, tem um daqueles mais que estafados finais felizes. [publicado na edição desta semana de «O Diabo»]

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Culturas

Todas as semanas somos presenteados com novos cortes orçamentais ou com intenções de os fazer. Parece que estas últimas são uma espécie de teste ao efeito que as medidas poderão ter na opinião pública. Uma péssima forma de fazer política, que ainda por cima não é nova.

Seja como for, esperemos que tenha sido a táctica utilizada pelo secretário de Estado da Cultura quando afirmou, em entrevista à Sic Notícias, que os museus nacionais deveriam ter apenas um dia de entrada gratuita. Esperemos, sinceramente, que tenha sido mais uma medida atirada para o ar que depois cai em saco roto.

A justificação para os museus deixarem de ser gratuitos aos domingos é a necessidade de gerarem mais receitas. Mas alguém acredita, sinceramente, que assim se consigam mais receitas? O que se consegue, com tamanho disparate, é uma redução considerável da frequência destes espaços. Pior, parece que apenas se vai dificultar o acesso aos museus, nomeadamente de famílias que aproveitam este dia para o contacto com a cultura.

É sabido, pelas anteriores experiências governativas, que a cultura se habituou à subsídio-dependência. É exactamente aí que se deve cortar.

O papel do Estado, neste caso, deve ser o de abrir as portas da cultura – principalmente da cultura portuguesa – aos cidadãos. O incentivo devia ser tirar as pessoas do passeio dos tristes dominical nos centros comerciais, não empurrá-las para os templos do consumo.

Esta é uma medida que, a concretizar-se, demonstra uma má cultura política e uma consequente má política para a cultura.

Editorial da edição desta semana de «O Diabo».

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Tempo de cavaleiros

Os filmes de cavaleiros, esse género de acção passado na Idade Média, já não estão tão em voga como noutros tempos, mas parece que há tentativas de regresso. “O Último Reduto” é um desses casos, passado em Inglaterra e recheado de cenas de combate bastante sangrentas, cercos, cavaleiros, templários, um rei implacável e nobres que lutam em prol da liberdade, promete agradar aos apreciadores deste tipo de entretenimento.

Em 1215, João I de Inglaterra assinou a Magna Carta depois de pressionado pelos barões feudais. Este documento representa um momento fulcral na História britânica, pois ao limitar o poder absoluto do rei, marca o início da monarquia constitucional em Inglaterra. Mas esta mudança foi tudo menos pacífica e o rei João nunca se conformou com tal alteração. É este o ponto de partida de um filme que explora os acontecimentos subsequentes.

Para se vingar dos barões e retomar o seu estatuto, o rei João (Paul Giamatti) conta com a ajuda de um exército de terríveis dinamarqueses pagãos, a quem promete que o Papa não cristianize as suas terras, e está disposto a todo o tipo de violência, tortura e abusos. Pela frente vai ter que enfrentar os barões unidos pela camaradagem e um temerário e experiente cavaleiro templário (Jason Flemyng) vindo das cruzadas, que a determinada altura põe os seus votos em causa.

O problema é este não é, obviamente, um documentário. Pelo contrário, faz uma versão que se pode considerar demasiado “livre” dos acontecimentos. Pode até ser um preciosismo para quem apenas procure “divertir-se”, mas convém alertar sempre para este tipo de disparidades. Nada como comparar este filme com o que realmente aconteceu. Óptima oportunidade, talvez, para despertar a curiosidade para um período fascinante da História de Inglaterra. [publicado na edição desta semana de «O Diabo»]

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Notas sobre a Madeira

Alberto João Jardim
Contra tudo e contra todos, Jardim conseguiu mais uma maioria absoluta. Podem começar telejornais a dizer que foi uma "derrota" ou que teve o "mais baixo resultado de sempre", mas nada disso lhe tira o mérito.

CDS
Os centristas tiveram uma subida impressionante. Sinal de que quando Portas põe mão à obra há resultados. Neste caso até chegou a dizer "paletes" e outros mimos, com um chapéu amarfanhado na cabeça. Podemos até rir, mas tornou o seu partido na segunda força política da região.

PS e PTP
Os socialistas bem tentaram uma campanha de ataque, mas o resultado foi desastroso. Pelo contrário, funcionou para o "Tiririca da Madeira", que conseguiu um grupo parlamentar no qual está a própria filha. É esta a oposição de esquerda madeirense...

Os outros
PCP, PND, PAN e MPT conseguiram todos o seu deputado. Já muita gente o disse, mas como se pode falar em "défice democrático" quando só um dos partidos concorrentes não está representado?

Em último
O BE teve o que merecia. Último e o único sem eleitos. Que o resto do país siga este exemplo...

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Da Justiça

O recente caso da prisão efémera de Isaltino Morais, com toda a trapalhada jurídica adjacente, deve levantar a atenção para um dos maiores problemas do nosso País – a Justiça.

Em primeiro lugar, o que mais preocupa as pessoas é o acesso à Justiça, cada vez mais caro e mais difícil. Ainda por cima, como a confiança nesta instituição é baixíssima e a morosidade processual desesperante, cria-se a ideia de que quem recorre aos tribunais são os “ricos”, ou os “grandes”, que têm dinheiro para os milionários honorários de equipas de advogados e para todas as custas processuais. Parece, também, que só a estes aproveitam os inúmeros recursos que arrastam processos que depois acabam em nada. A Justiça em Portugal não é mesmo igual para todos.

Os portugueses simplesmente não se identificam com um sistema judicial que desconhecem e não compreendem. É claro que muita dessa ignorância é inadmissível e tantas vezes inacreditável, mas também é verdade que o sistema é complicado e com propensão para se complicar. Veja-se por exemplo a língua própria que se fala nesse meio, o “juridiquês”. Há ainda os inúmeros casos de falhas incríveis como a perda de processos ou a sua má redacção e preparação, entre tantos outros.

Infelizmente, as sucessivas reformas da Justiça anunciadas também não nos dão qualquer esperança. O problema é de fundo e a solução não se vislumbra num horizonte próximo.

É talvez o reflexo natural de um País profundamente injusto. A Justiça é um dos pilares que sustentam a sociedade que ameaça ruir. Interessa-nos e deve preocupar-nos a todos.

Editorial da edição desta semana de «O Diabo».

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Recordar Duarte Pacheco

Inaugurada do dia 23 de Maio, a exposição “Duarte Pacheco - do Técnico ao Terreiro do Paço” celebra o engenho e obra de um dos políticos que mais marcou o nosso país no século XX. Está patente no Instituto Superior Técnico (IST), em Lisboa, até ao dia 23 de Novembro de 2011.


Uma óptima oportunidade para (re)visitar o belíssimo edifício do Técnico, infelizmente descaracterizado pelos dois caixotes acrescentados posteriormente, é a exposição “Duarte Pacheco - do Técnico ao Terreiro do Paço”, de entrada gratuita e aberta ao público em geral de Segunda-feira a Sábado das 10:00 às 20:00.

Integrada nas comemorações do centenário do IST e no projecto de recuperação, tratamento, organização e difusão do arquivo pessoal do engenheiro Duarte Pacheco, esta mostra foi colocada no átrio do pavilhão central, o que faz com que um elevado número de alunos passem necessariamente por ela e fiquem a conhecer, ou a saber mais sobre um homem cujas extraordinárias capacidades e extensa obra feita são amplamente reconhecidas, até pelos detractores do Estado Novo. Como Director do IST, ministro das Obras Públicas, ou presidente da Câmara Municipal de Lisboa foi sempre um impulsionador incansável dedicado ao País e, principalmente, um visionário. Não é uma exposição muito grande, organizando-se à volta de uma pequena sala de projecções rectangular montada para o efeito, onde se podem ver os filmes “Lisboa de Hoje e d Amanhã”, “Quinze Anos de Obras Públicas” e “A Morte e a Vida do Eng. Duarte Pacheco” em quatro sessões diárias. Assenta essencialmente em fotografias que nos vão mostrando o percurso de Duarte Pacheco, desde a infância até à sua trágica e prematura morte. Há imagens das várias construções que a ele se devem e que mostram o extraordinário desenvolvimento que se deu naquela altura. Entre elas, algumas da Exposição do Mundo Português, em 1940, de hospitais, de bairros, da Estação Fluvial de Belém, do Estádio Nacional, do Instituto Nacional de Estatística, de património restaurado, da Estrada Marginal Lisboa-Cascais e outras vias, ou da plantação do Parque Florestal de Monsanto, hoje o “pulmão” da capital, bem como as impressionantes fotografias do seu funeral, incluindo uma onde os alunos do IST transportam em ombros o caixão de Duarte Pacheco. Entre os outros objectos expostos, o destaque vai para a mesa de trabalho do escritório particular da sua residência, que está coberta com projectos protegidos por um vidro, mas também é possível ver um busto da autoria de Francisco Franco, os livros com o aproveitamento académico, vários folhetos das suas obras, entre outros.

Para conseguir recrutar a mão-de-obra necessária às obras, Duarte Pacheco criou Fundo de Desemprego, para que contribuíam empregados e empregadores. Tal permitiu ao então ministro cumprir o objectivo de justiça social que o lema do comissariado, cujo cartaz também consta da exposição, tão bem ilustra: “Não se dão esmolas, procura dar-se trabalho”. Um verdadeiro exemplo para os dias de hoje.

Esta é uma justa homenagem a um engenheiro de engenho inegável que, como nos diz a frase de Salazar gravada no seu monumento em Loulé, teve “uma vida velozmente vivida e inteiramente consagrada ao progresso público”. À saída, no topo da escadaria do Técnico, observamos a magnífica Alameda D. Afonso Henriques e ao fundo a Fonte Luminosa... hoje apagada e seca. [publicado na edição desta semana de «O Diabo»]

Raul Lino


O jornal «Público» teve a feliz ideia de lançar uma colecção dedicada aos arquitectos portugueses. O primeiro livro saiu hoje e é sobre um dos meus arquitectos favoritos: Raul Lino. Homem da cultura e das artes, amava a Pátria e a Natureza e procurou sempre uma identidade arquitectónica nacional.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Nostalgia parisiense

Woody Allen continua na sua ronda europeia para desta vez nos levar a Paris, num filme escrito e realizado por ele com um elenco preenchido de estrelas. O resultado é uma boa comédia romântica que nos faz reflectir sobre a ideia da “idade de ouro”.

O improvável Owen Wilson representa Gil, um autor de argumentos cinematográficos que pretende tornar-se romancista. Prestes a casar, viaja para Paris com a sua noiva e os futuros sogros. Aqui começam a notar-se as diferenças do casal. Ela é materialista e só pensa nos preparativos da boda, ele sonha com os anos 20 parisienses, que considera o período perfeito, e espera que a cidade o ajude a terminar o seu livro. Num dos seus passeios a pé nocturnos, ao toque da meia-noite, qual Cinderela, Gil faz a impensável viagem dos seus sonhos. Volta atrás no tempo e conhece a Paris que sempre quis, confraternizando com escritores, pintores, ou cineastas, como Scott Fitzgerald, Luis Buñuel, Ernest Hemingway e Pablo Picasso.

Como não podia deixar de ser, Gil apaixona-se por uma mulher desse passado, Adriana (Marion Cotillard), ao mesmo tempo que a sua noiva (Rachel MacAdams) se envolve com um amigo norte-americano que encontra. Esse amigo proporciona alguns dos momentos mais divertidos do filme. É um pedante, um “pseudo-intelectual”, como lhe chama Gil, e a sua personagem serve para fazer uma crítica a todos esses “convencidos” que se acham o máximo.

Os desencontros amorosos mostram também um desencontro com a realidade. Esta é uma história que nos mostra como a adoração do passado é normalmente uma fuga ao presente e que aqueles que viveram nos nossos “anos de ouro”, também sonhavam com outro tempo que consideravam melhor. No presente também é possível haver finais felizes. [publicado na edição desta semana de «O Diabo»]

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Anarquia da mediocridade

Tenho vários colegas de curso e amigos que são professores, muitos deles em universidades. O estado e a qualidade do ensino nacional é um tema recorrente das nossas conversas. Infelizmente, há algo em que todos estão de acordo: assiste-se, passivamente, a um nivelamento por baixo.

Não há dúvida que hoje em dia muito mais portugueses têm acesso ao ensino superior, mas tal não significa, necessariamente, que estejam com melhor preparação. A principal motivação dos universitários nacionais não é o saber, mas o ser. Na terra dos “doutores” e “engenheiros”, essa titulocracia herdada da burguesia galopante do regime republicano, continuamos a achar que umas letras antes do nome dão acesso automático a um emprego para a vida.

Para piorar o cenário, a facilitação generalizada e a universidade à bolonhesa produzem uma quantidade preocupante de ignorantes diplomados. Ao mesmo tempo, os melhores não resistem ao apelo das oportunidades no estrangeiro e emigram.

Por fim, há sempre os bem-pensantes que não se cansam do discurso politicamente correcto que “é preciso acabar com a discriminação no ensino”. Perante este tamanho disparate, há que lembrar que uma escola serve exactamente para escolher – discriminar – os melhores e os piores. Longe de teóricas soluções de especialistas ou de políticas que institucionalizam o facilitismo a troco de estatísticas convenientes, só há uma via e bastante simples. Na escola, quem sabe passa, quem não sabe não passa. Mas não parece haver vontade, ou interesse, para inverter o rumo.

Toda esta conjugação de factores negativos está a arrastar-nos cada vez mais para o fundo.
A anarquia da mediocridade a que estamos a chegar é um preço demasiado elevado a pagar.

Editorial da edição desta semana de «O Diabo».