domingo, 29 de maio de 2011

Amanhã, um governo mundial?


A edição de hoje do programa Méridien Zéro lança a questão «Amanhã, um governo mundial?"». O convidado é Pierre Hillard, politólogo e ensaísta francês. Especialista em assuntos europeus e mundialismo, é autor de diversas obras publicadas, marcando presença na imprensa de forma regular. A emissão pode ser escutada através da Radio Bandiera Nera a partir das 22 horas portuguesas.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

O advogado do Lincoln

Mick Haller (Matthew McConaughey) é o advogado do Lincoln, ou seja, faz escritório do seu longo carro preto, que diz “inocente” na matrícula, sempre conduzido pelo seu motorista particular Earl (Laurence Mason). Porque todos têm direito a ser defendidos, Mick tem na sua carteira de clientes muitos daqueles que poucos se atrevem a representar em tribunal – prostitutas, drogados, motoqueiros, traficantes, entre tantos outros.

Este texano, que não disfarça o sotaque, nunca perde o seu estilo confiante e jocoso. Com esta segurança enfrenta tudo, de polícias a magistrados, passando por meros funcionários judiciais, e vai ganhando a sua vida na “rua”, como ele diz. Para alem do trabalho, só existem mais duas coisas: a sua ex-mulher Maggie McPherson (Marisa Tomei) e a filha de ambos.

Um dia um agente de fianças com quem ele trabalha habitualmente, Val Valenzuela (John Leguizamo), diz-lhe que arranjou um caso que irá render uma fortuna. Um menino rico de Beverly Hills, Louis Roulet (Ryan Phillippe), do ramo imobiliário, é preso e acusado de ter violado e agredido brutalmente uma prostituta. Ele nega tudo, afirma-se inocente e diz-se a vítima.
No entanto, Mick e o seu investigador, Frank Levin (William H. Macy), vão descobrir que nada é tão simples como parece. Será que um advogado aparentemente sem escrúpulos e que duvida do sistema poderá por uma vez fazer o que está certo?

A realização é boa e a história encaixa-se perfeitamente no filme. No plano das actuações, destaque óbvio para a grande prestação de Matthew McConaughey, que encarna a personagem à volta de quem gira a acção.

Este é um bom ‘thriller’ de tribunal, com um enredo bem construído, acção q.b. e desempenhos à altura. Vale uma ida ao cinema, para quem gosta do género. [publicado na edição desta semana de «O Diabo»]

domingo, 22 de maio de 2011

Panorama actual no Méridien Zéro



Na emissão de hoje, o programa Méridien Zéro aborda o panorama noticioso actual, nomeadamente o caso Dominique Strauss-Kahn, a execução de Bin Laden, os resultados que as sondagens dão a Marine Le Pen e a acção da CasaPound. Tudo isto através da Radio Bandiera Nera, como sempre a partir das 22 horas portuguesas.

sábado, 21 de maio de 2011

Para hoje: Lançamento do n.º 2 da Finis Mundi


A sessão de lançamento do segundo número da Finis Mundi, revista de cultura e pensamento, é hoje às 16 horas, no Hotel ibis Lisboa Saldanha, onde decorrerá uma apresentação subordinada ao Regresso do Elmo de D. Sebastião, levada a cabo pelo conhecido especialista de armas antigas, Rainer Daehnhardt.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Podre de rico

Esta comédia é um ‘remake’ de “Arthur, o Alegre Conquistador” (1982), escrito e realizado por Steve Gordon, com Dudley Moore, Liza Minnelli e John Gielgud. Nesta versão moderna a história pouco se altera, mas os pormenores trazem-nos aos dias de hoje.

Arthur (Russell Brand) é um jovem bilionário que nunca soube o que é trabalhar e vive numa euforia permanente, gastando prodigamente uma fortuna familiar interminável. Para ajudar às loucuras que comete, desde vergonhas em público a festas particulares depravadas, consome bebidas alcoólicas como se não houvesse amanhã. Com o pai morto e a mãe sempre distante, é a ama Hobson (Helen Mirren) que cuida dele e lhe assegura que tudo acabe por correr bem. No entanto, esta vida de excessos fica em risco quando a mãe lhe faz um ultimato – um casamento arranjado com Susan (Jennifer Garner), a mulher que ela acha que garantirá a continuidade do império empresarial da família. Arthur, refém do dinheiro, acaba por concordar, mas entretanto apaixona-se um por Naomi (Greta Gerwig), uma rapariga simples.

Este é um filme dividido em duas partes. A primeira, centrada nas loucuras de Arthur, é bastante engraçada e oferece alguns momentos de comédia inspirada bem conseguidos. Há uma passagem memorável na qual Vivienne (Geraldine James), a mãe de Arthur, se refere ao actual presidente norte-americano como “o cavalheiro cor-de-café”. A segunda, virada para o drama do alcoolismo e das relações familiares complicadas, bem como para o romance entre duas pessoas de estratos sociais distintos, cai nos moralismos lamechas e na história de amor mil vezes vista.

Assente no elenco, principalmente nas representações do excêntrico Russel Brand e da formal Helen Mirren, trata-se de um película engraçada, que proporciona algumas gargalhadas, mas que podia ter ido muito mais além. [publicado na edição desta semana de «O Diabo»]

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Feira do Livro

Decorreu em Lisboa a 81.ª edição da Feira do Livro, histórico evento cultural da capital que celebra e promove a leitura, atraindo o público com promoções e preços convidativos. Mas será que as mudanças introduzidas recentemente foram para melhor?



Para muitos de nós, a Feira do Livro é algo de que nos lembramos desde tenra idade. Um dos primeiros contactos com a leitura que perdura e nos faz regressar todos os anos, até ao dia em que é com os nossos filhos. Quer dizer que cumpre, para além de uma função comercial, uma importante função cultural.

No entanto, parece que a vertente do negócio tem ganho cada vez mais importância e a feroz competição entre grandes grupos editoriais provocou várias alterações. Infelizmente, não para melhor.

Outras feiras
Iniciada pelo Grupo Leya, com o seu “espaço” próprio, esta tendência para o ‘apartheid’ editorial agravou-se este ano. Também a Bertrand e a Babel aderiram a ideia de ter uma configuração diferente, fugindo às clássicas barraquinhas. Parece que deixámos de estar na Feira do Livro para entrar na feira “x”. E assim se vai andando, de feira em feira...

Mas o problema não é só de forma. Para além de tentarem escoar rapidamente as “novidades”, fazendo destes espaços uma versão alargada das “boutiques de livros” em que hoje se tornaram tantas livrarias, pouco mais fazem que despachar existências.

Interessante
Vão valendo os ‘stands’ de publicações científicas e académicas, ainda que, como disse um dos responsáveis por uma editora universitária, os preços sejam incompreensivelmente elevados. Mas o melhor está mesmo na parte reservada aos alfarrabistas, infelizmente diminuída. Aí é possível encontrar verdadeiras preciosidades a preços acessíveis. Mas a continuidade desta oferta pode estar em risco, já que muitos destes livreiros se queixam de que os lucros conseguidos não compensam os gastos.

Seja como for, a Feira do Livro não deixa de ser uma referência incontornável nos ritmos de Lisboa e um acontecimento cultural a continuar. Esta deve continuar a ser uma festa do livro e não tornar-se um centro comercial a céu aberto. [publicado na edição desta semana de «O Diabo»]

domingo, 15 de maio de 2011

O recurso ao paganismo


A edição de hoje do programa Méridien Zéro tem o título «O Recurso ao Paganismo» e recebe Jacques Marlaud, jornalista e ensaísta francês. Nascido na Argélia em 1944, Marlaud foi um dos fundadores do GRECE, do qual foi presidente entre 1987 e 1989, e mantém o Círculo de Reflexão e Estudos Metapolíticos (CRÉM) na Univseridade Lyon III. Para além de vários livros editados, tem dezenas de artigos publicados em diversas revistas, focando domínios como a metapolítica, a geopolítica internacional, a desinformação mediática, a questão religiosa e o pensamento ecologista. Como é habitual, a emissão pode ser escutada através da Radio Bandiera Nera a partir das 22 horas portuguesas.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Guerra aos alienígenas

Num tema hollywoodesco recorrente, mais uma vez vemos a Terra a ser invadida por alienígenas implacáveis, que matam e destroem tudo pelo caminho. Mas este “Invasão Mundial: Batalha Los Angeles” é mais um filme de guerra que de ficção científica. Este é mais um daqueles exercícios de entretenimento que nos chega pela mão de Jonathan Liebesman, realizador mais ligado aos filmes de terror.

O sargento Michael Nantz (Aaron Eckhart) acaba de se reformar, quando é chamado para uma última missão. Com o seu pelotão de fuzileiros tem como objectivo recuperar uns civis que ficaram refugiados numa esquadra de polícia localizada na área ocupada, antes que toda a zona seja varrida por bombardeamentos aéreos. A chefiá-lo está um jovem tenente acabadinho de sair da escola de oficiais. A questão da autoridade com os homens vai ser colocada, se bem que infelizmente é pouco aproveitada.

As cenas de combate estão bem conseguidas e filmadas no estilo de câmara ao ombro que confere mais realismo à acção. No entanto, há sempre um registo de vídeo-jogo que é infeliz.
A história, se é que a podemos considerar como tal, não passa disto. Os efeitos especiais são bons e o pormenor de no início não conseguirmos ver bem os extra-terrestres, antes vultos desfocados está bem conseguido. Não que depois venhamos a saber mais destes monstros, que se apresentam numa grande e violenta máquina militar. O que está em causa é uma grande invasão e a colonização do nosso planeta.

O desempenho dos actores é monótono, tanto do protagonista, como da já experimentada neste género Michelle Rodriguez , mas talvez aqui não fosse necessário mais, com este tipo de personagens vazias.

Concluindo, são quase duas horas de acção, tiros e explosões, que passam a grande velocidade e não trazem nada de novo. Mais do mesmo. [publicado na edição desta semana de «O Diabo»]

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Estradas

Uma vintena de anos depois, Monte Hellman volta a realizar um filme. Talvez fosse melhor dizer conduzir, porque o título nos remete para a sua obra mais conhecida “Two-Lane Blacktop”, de 1971, um ‘road movie’ que entre nós se chamou exactamente “A Estrada Não Tem Fim”. Apesar do seu talento, Hellman nunca teve o reconhecimento de outros que mudaram o cinema americano na passagem da década de 60 para a de 70 do século passado. O seu estilo “independente” seria sempre mais apreciado na Europa do que na sua terra natal. Algo que parece continuar, porque “Road to Nowhere – Sem Destino” foi reconhecido com Leão de Ouro Especial no Festival de Cinema de Veneza do ano passado.

Após um interregno tão longo, que melhor tema que o próprio cinema? Assim, a história leva-nos à rodagem de um filme sobre a estranha morte de Velma Duran (Shannyn Sossamon). O realizador Mitchell Haven (Tygh Runyan) encontra a sua protagonista, uma jovem actriz por quem começa a desenvolver uma obsessão amorosa. Mas esta viagem ao ‘film noir’, com uma inteligente revisitação dos seus aspectos, não se fica por aí. Realidade e ficção cruzam-se, o filme e a realidade misturam-se deixando o espectador na dúvida. Este exercício enigmático é um autêntico jogo de espelhos, de vertigem e abismo, com várias referências a filmes, mas onde não pude deixar de encontrar pitadas da “estrada perdida” de Lynch.

A salientar está a excelente representação de Shannyn Sossamon, que encarna a sua perfeitamente a sua personagem, tal como acontece na história. A sua prestação, aliás, oblitera a de todos os outros, que ficam muito aquém, mas até sentimos que só podia ser assim.

Esta não é “uma estrada que nos leva a lado nenhum”, mas como afirmou o seu realizador, um filme “que não pode ser visto só duas vezes”. [publicado na edição desta semana de «O Diabo»]

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Símbolos

Ao anúncio da morte de Bin Laden pelo actual presidente dos EUA seguiu-se o esperado turbilhão informativo, com notícias por vezes contraditórias e sem pormenores, que dificulta sempre a análise.
Ainda assim, esta é a queda de um símbolo, da “encarnação do mal” para muitos ocidentais. Exactamente o mesmo que significavam a “América”, os “cruzados”, o World Trade Center, para os seguidores do líder da Al-Qaeda. Caídas as torres gémeas, o “american way of justice” exigiu, à boa maneira de Talião, “um símbolo por um símbolo”. Uma década depois, conseguiu-o.
Mas a morte da representação máxima do extremismo islamita não dita, só por si, o fim do terrorismo a ela associado. Consegue, isso sim, provocar movimentações imediatas nos mercados bolsistas, cambiais, no preço do petróleo, etc.

Interrogações
Esta morte pode até encerrar um capítulo, mas levanta várias questões. Haverá uma alteração significativa na natureza, já de si difusa, do terrorismo islâmico? Assistiremos a uma onda de ataques de retaliação? Qual o impacto deste acontecimento na actual situação tumultuosa um pouco por todo o mundo muçulmano, nomeadamente nos países à volta da Europa? Qual o efeito no seio das comunidades islâmicas que vivem na Europa e nos EUA? As relações entre os EUA e o Paquistão, nomeadamente em termos de serviços secretos e de partilha de informações, estabilizar-se-ão? Haverá mudanças na política de intervenção militar norte-americana e na presença de tropas em solo estrangeiro? Por fim, terá Obama garantido – como parece – a sua reeleição?
Em História, tudo está sempre em aberto.

Editorial da edição desta semana de «O Diabo».

domingo, 1 de maio de 2011

Frase do dia

«O trabalhismo instalou no Reino Unido a obsessão da igualdade (racial, social, sexual, religiosa) e a imprensa persegue com uma extraordinária fúria a menor infracção ao código sagrado do "politicamente correcto".»

Vasco Pulido Valente
in «Público».

Méridien Zéro e «Os Esgotos da República»


A edição de hoje do programa Méridien Zéro tem o título «Os Esgotos da República», e é a primeira parte de uma emissão alargada dedicada aos escândalos, corrupção, manipulação e assassínios associados ao regime republicano francês. Como é habitual, o programa pode ser escutado através da Radio Bandiera Nera a partir das 22 horas portuguesas.