quinta-feira, 28 de abril de 2011

Sete anos

Em dia de aniversário desta casa, olho para trás e vejo como a vida mudou de tantas maneiras, algumas bastante inesperadas. O blog acaba por reflectir em certa forma essas alterações. Na longevidade desta minha presença blogosférica tive sempre a eterna dúvida de quem escreve - quem me lê e como o interpreta. Isto apesar de nos vários níveis da escrita haver sempre um que é pessoal, que é dirigido exclusivamente ao próprio autor. É por isso que este é um daqueles posts que não parece, mas que no fundo é bastante egoísta. Apesar disso, não posso deixar de dizer a todos os que por aqui passam, em especial aos amigos, um sentido obrigado.

À descoberta da nossa identidade

Após um prolongamento até ao passado dia 23 de Abril, esteve patente no Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA) a exposição “Primitivos Portugueses (1450-1550). O Século de Nuno Gonçalves”, que reuniu mais de 160 pinturas dos séculos XV e XVI. Mostrando ao público todo o conhecimento entretanto atingido sobre a pintura portuguesa, levanta de novo as questões de uma “originalidade artística” e de uma “identidade nacional” associadas ao brilhante ciclo criativo iniciado por Nuno Gonçalves.

Subindo a escadaria do MNAA até ao último piso, o visitante era automaticamente surpreendido pelo magnífico retábulo do Mosteiro da Trindade, datado de 1537, cuja remontagem integral se fez aqui pela primeira vez. Um óptimo início para uma viagem pela chamada “Escola Portuguesa” dividida em vários núcleos. O primeiro, dedicado ao século XV confrontava Nuno Gonçalves com os seus contemporâneos. De seguida, era possível apreciar os principais retábulos do início do século XVI e o gosto pela pintura flamenga. Depois, o núcleo dedicado às oficinas de pintura de Coimbra, Guimarães e Viseu, até se chegar à grande oficina de Lisboa e à figura de Jorge Afonso. Por fim, os tempos de mudança e um processo de renovação ao “modo de Itália”, concluindo com os novos autores que transpuseram os meados do século XVI.

Comissariada por José Alberto Seabra de Carvalho, “Primitivos Portugueses (1450-1550). O Século de Nuno Gonçalves”, incluiu também um núcleo no Museu de Évora dedicado aos pintores luso-flamengos e às oficinas activas na cidade no início do século XVI. Destaque ainda para a mostra da análise das obras com recurso às novas tecnologias, como raios x, reflectografias e o recurso a infra-vermelhos, que permitem ver o projecto original e o processo criativo dos seus autores.

A parte final da exposição, uma secção documental bastante interessante que encerra com um documentário cinematográfico de António Lopes Ribeiro, produzido pelo SNI em 1956, dava conta da historiografia dos chamados Primitivos Portugueses desde 1910. Este foi o ano da primeira apresentação pública dos Painéis de São Vicente, na Academia de Belas Artes de Lisboa, organizados pelo crítico José de Figueiredo e restaurados por Luciano Freire. Em 1912, os Painéis seriam incorporados no MNAA e entre 1925 e 1929 iniciava-se uma acesa polémica entre críticos e historiadores em vários jornais, sobre a autoria da obra e a identidade das figuras retratadas. Discussão que, há que dizê-lo, continua até aos nossos dias. A internacionalização dos Painéis deu-se com as exposições de Sevilha, em 1929, e de Paris, em 1931, organizadas por José de Figueiredo. Em 1940, no âmbito da Exposição do Mundo Português, foi organizada a grande exposição “Primitivos Portugueses (1450-1550)” por Reynaldo dos Santos. No discurso de abertura afirmou: “esta exposição é, perante a História da Arte, a confirmação, desta vez decisiva, da luminosa intuição de José de Figueiredo – a existência de uma Escola de Pintura Portuguesa”. Setenta anos depois, volta a ser apresentada ao público, numa iniciativa do MNAA a louvar, que só é pena que não se prolongue ainda por mais tempo. A pintura portuguesa existe, gera interesse e recomenda-se. O Renascimento Português é, felizmente, um assunto que está longe de estar encerrado. [publicado na edição desta semana de «O Diabo»]

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Coelhos da Páscoa

Nos períodos de férias há sempre um aumento na oferta de filmes para os mais novos para atrair as famílias ao cinema. Desta vez, há um que versa exactamente sobre esta época festiva, a fazer lembrar as histórias de Natal. Aqui o Coelho da Páscoa faz a vez de Pai Natal e, em vez de presentes, tem a tarefa de distribuir ovos e guloseimas. Os seus ajudantes não são duendes, mas pintainhos e a sua base não é o Pólo Norte, antes a Ilha da Páscoa.

“Hop” conta-nos como C. P., o filho do coelho da Páscoa e seu sucessor, não está disposto a seguir a o destino que a herança familiar lhe reserva, mas antes decide embarcar numa aventura até Hollywood para cumprir o seu sonho de ser um baterista de sucesso.

Em mais um cruzamento de actores de carne e osso com personagens animados, algo que a presente tecnologia melhorou bastante, o nosso jovem coelho vai encontrar Fred O’Hare (James Marsden) – um belo trocadilho de nome, que se perde no português – um jovem que está desempregado, indeciso quanto à sua carreira e ainda vive em casa dos pais, que o querem “despachar” a todo o custo.
Por entre conflitos de gerações, rebeldia de juventude, carreiras improváveis, tentativas de tomada do poder e amizades sinceras, “Hop” vai saltitando entre momentos bastante divertidos.
Como vem sendo habitual nas animações para a família, este é também um filme que tem em conta os mais graúdos, com algumas situações e piadas com referências que lhes são dirigidos, como por exemplo uma engraçada passagem com David Hasselhoff.

Apesar das perdas naturais em qualquer tradução, nomeadamente a participação de Russel Brand na voz da personagem principal, a dobragem está bem feita, com destaque sem surpresas para a prestação de Herman José que é uma mais-valia na voz de Carlos, interpretada no original por Hank Azaria.

Sem surpreender, este é um bom filme para ver com os miúdos, com a vantagem que permite fugir à crescente ditadura do 3D, essa verdadeira imposição comercial cujo objectivo é o combate às abundantes cópias ilegais. [publicado na edição desta semana de «O Diabo»]

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Terre & Peuple Magazine n.º 47


O último número da "Terre et Peuple Magazine" tem como tema central "O desafio da demografia" e inclui um óptimo dossier com artigos de Pierre Vial e Alain Cagnat. Nota para o editorial de Pierre Vial, "A guerra civil em França? Multiculturalismo ou multirracialismo?". Destaque ainda para a entrevista com Jean-Patrick Arteault, iniciada na edição anterior, sobre as raízes do mundialismo ocidental. Como habitualmente, podemos ainda ler outros artigos e as secções de notícias, crítica a livros e banda desenhada.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Primitivos Portugueses


Só hoje fui ver a excelente exposição “Primitivos Portugueses (1450-1550). O Século de Nuno Gonçalves”, patente no Museu Nacional de Arte Antiga que reúne mais de 160 pinturas dos séculos XV e XVI. Uma viagem inesquecível pela chamada “Escola Portuguesa”. Termina já no próximo Sábado, dia 23 de Abril. Não percam!

8 minutos

Podemos considerar que na ficção científica existe um subgénero que é o dos saltos temporais sucessivos para tentar alterar o passado ou o futuro. É sempre arriscado, especialmente em cinema, ainda para mais quando esses regressos são repetidos até à exaustão. O que acontece em “O Código Base”, passa-se essencialmente em oito minutos.

O capitão Colter Stevens (Jake Gyllenhaal), cuja última recordação é a de estar aos comandos de um helicóptero militar no Afeganistão, acorda num comboio em frente a Christina (Michelle Monaghan) e descobre que está na pele de um professor que se dirige para o trabalho. A determinada altura, explode uma bomba que os mata a todos. Mas Colter desperta novamente, agora numa cápsula, vendo num ecrã a capitão Goodwin (Vera Farmiga). A partir daqui começam as voltas e reviravoltas – literalmente falando – da história. Acabamos por perceber que o protagonista faz parte de uma experiência científica que consegue colocá-lo no corpo de outra pessoa. Enquanto militar, a sua missão é descobrir quem é o bombista e evitar futuros ataques.

Longe vão os tempos do excelente “Donnie Darko” (2001), mas Jake Gyllenhaal é um actor que deu provas de talento em filmes como “O Segredo de Brokeback Mountain” (2005), “Máquina Zero” (2005) ou “Zodiac” (2007). Desta vez, a representação é ele e quase só ele. E responde ao que é pedido, mas nem assim o filme ganha interesse.

Vera Farmiga, que recentemente vimos no bem conseguido “Nas Nuvens” (2009), aparece agora num papel bastante desaproveitado, quase sempre sentada e de uniforme, mais parecendo uma operadora de ‘callcenter’. Outro papel inexplicavelmente demasiado secundário é o de Michelle Monaghan.
É claro que durante todo o filme há acção para dar e vender. Nem que seja exactamente a mesma explosão vista vezes sem conta. Nesta corrida às volta de ar juvenil, também há um pseudo-suspense e uma tentativa de legitimação científica de toda aquela trabalhada. Por isso, há quem o considere “entretenimento”, no estilo forçado dos filmes de Domingo à tarde. Talvez haja quem sinta o conforto da repetição, um pouco como as crianças, mas para mim foi apenas difícil evitar o aborrecimento neste “rebobina e volta a tocar”... [publicado na edição desta semana de «O Diabo»]

sábado, 16 de abril de 2011

Alain de Benoist no Méridien Zéro


Esta semana, o programa Méridien Zéro recebe o pensador francês Alain de Benoist e tem como tema "Para além da Nação, o Império". Como é habitual, a emissão tem início às 22 horas portuguesas e pode ser escutada através da Radio Bandiera Nera.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

A actualidade de "Tropa de Elite 2"

O actor Sandro Rocha no papel do chefe miliciano major Rocha,
em "Tropa de Elite 2" (2010).

Ontem partilhei aqui o meu texto sobre o filme "Tropa de Elite 2", que fala sobre a realidade das chamadas "milícias" e do seu envolvimento directo com vários políticos no Rio de Janeiro. Nem de propósito, no mesmo dia, era noticiada a detenção do vereador Luis André Ferreira da Silva, conhecido como Deco, acusado de liderar uma milícia que planeou "o assassínio do deputado estadual Marcelo Freixo, que presidiu a CPI das Milícias, em 2008, e de ter tentado matar a chefe da Polícia Civil, a luso-descendente Martha Rocha". Mais uma razão para ver este excelente filme.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Sempre o sistema

“Tropa de Elite” (2007) foi um verdadeiro fenómeno cinematográfico que fez um retrato social do Brasil, mostrando as intrincadas redes de corrupção que se estendem a praticamente todos os aspectos do quotidiano. A sequela era há muito aguardada e a dúvida era se José Padilha conseguiria fazer um filme tão bom como o primeiro e evitar a pura e simples repetição. Felizmente, conseguiu-o. E da melhor maneira.

São raros os casos em que uma continuação está à altura do filme que a antecede. Neste caso, há uma relação directa com a história e as personagens anteriores. Isso vê-se logo no início, quando se vêem várias passagens que nos avivam a memória.

Dez anos passaram e o capitão Nascimento (Wagner Moura) tornou-se coronel e comandante do BOPE. Depois de um incidente na prisão de alta segurança Bangu 1, onde vários detidos foram mortos na presença de Fraga (Irandhir Santos), um activista dos direitos humanos, Nascimento e Matias (André Ramiro), agora capitão, são afastados das Operações Especiais. Matias volta para a corrupta Polícia Militar, mas Nascimento, graças à sua popularidade, é chamado à Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro.

Trocada a farda militar pelo fato e gravata, Nascimento acha que chegou finalmente a uma posição onde pode fazer a diferença. Dá ao BOPE a dimensão e os meios para reduzir o tráfico nas favelas de uma forma nunca antes conseguida. No entanto, ao “resolver” um problema, essa máquina de combate espectacular, pode apenas ter aberto a porta a outro tipo de problemas.
É bastante curioso observar a evolução de tantos personagens que já conhecíamos. Esse jogo de identificação ajuda a perceber como as coisas mudaram. Ou talvez não…

As favelas vivem uma nova realidade. Agora sem traficantes, são controladas pelos corruptos da Polícia Militar que controlam todos os negócios lucrativos que vão das redes de telemóveis à internet ou à televisão. São as chamadas milícias, que afirmam “proteger a comunidade” e dão os ‘forrós’ que o povo gosta. Desta forma controlam o voto de milhares de eleitores que garantem a manutenção de políticos vendidos. Esta “troca de favores” não passa da clássica extorsão e de uma máfia que nos recorda tantos outros casos semelhantes.

Descobrindo esta verdadeira caixa de Pandora que ajudou a abrir, Nascimento, sentindo-se usado, não desiste e acaba por recorrer a quem menos esperava.

A realização mantém o registo anterior, com espectaculares cenas de acção, realistas e muito bem ritmadas, ao mesmo tempo que transmite com dureza a corrupção ao mais alto nível.

O discurso final, ilustrado por uma imagem aérea de Brasília, é simplesmente arrebatador. O subtítulo diz-nos que “o inimigo agora é outro”, mas o que na realidade continua válido é a frase do primeiro filme: “o sistema existe para resolver os problemas do sistema”… [publicado na edição desta semana de «O Diabo»]

domingo, 10 de abril de 2011

Méridien Zéro recorda Jean Mabire


Esta semana, o programa Méridien Zéro é dedicado a Jean Mabire, escritor, jornalista e crítico literário francês, falecido a 29 de Março de 2006. Autor de uma extensa obra com mais de cem livros, dedicada a temas como a História militar, o paganismo, a literatura e a História da Europa, Mabire notabilizou-se também pela defesa da região normanda e da Europa. Como é habitual, a emissão tem início às 22 horas portuguesas e pode ser escutada através da Radio Bandiera Nera.

sábado, 9 de abril de 2011

União nacional

Considerando que “Portugal está a viver uma das mais sérias crises da sua história recente”, 47 personalidades, que incluem ex-presidentes da República, reitores, grandes empresários, nomes da cultura, da ciência e da política, apelaram a um “compromisso nacional” entre o Presidente da República, o Governo e os principais partidos. Tal compromisso “deve permitir que o Governo possa assumir plenamente as suas responsabilidades para assegurar o bem público e assumir inadiáveis compromissos externos em nome do Estado”. Até parece um apelo a uma união nacional... a bem da Nação.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Desculpabilização automática

A transmissão da “gaffe” na TVI teve como reacção uma desculpabilização automática do jornalista, que afirmou: “Não foi de propósito, assistimos sem querer aos preparativos do primeiro-ministro.” Ao que parece, é melhor jogar pelo seguro. Sócrates nunca foi muito à bola com esse canal e os seus noticiários. Para além de que a memória da ameaça de Jorge Coelho, “quem se mete com o PS, leva”, parece perdurar.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

“Ó Luís...”


Foi um momento alto da televisão nacional. Ontem, à hora prevista para a declaração pública do primeiro-ministro, as televisões começaram a emitir e os portugueses foram surpreendidos com o que ficou conhecido como a “gaffe de Sócrates”. Apanhado ainda em preparação, disse para um assessor: “Ó Luís, vê lá como fico a olhar assim para os... Achas que fica bem assim? Ou fica melhor assim?” São as preocupações importantes de quem se manteve no poder pela imagem. O governo socratino podia muito bem ter por máxima: “tudo pela imagem, nada contra a imagem”. Mas não deixa de ser irónico que tenha aparecido em mangas de camisa. Numa altura em que o País está sem dinheiro e tem que recorrer à ajuda externa, podia parecer que o orçamento do guarda-roupa de São Bento já não chegava para os casacos...

quarta-feira, 6 de abril de 2011

O lutador

“The Fighter” deu muito que falar na última cerimónia dos Óscares ao ser nomeado para sete categorias, incluindo a de Melhor Filme e Melhor Realização, e acabando por conseguir, justamente, duas estatuetas para Melhor Actor Secundário e Melhor Actriz Secundária.

Esta é uma viagem até aos anos 80 do século passado a um bairro da classe operária de Lowell, Massachusetts. A vida é difícil e uma das formas de sucesso é o boxe. Foi o caso de Dicky Eklund (Christian Bale), que por ter aguentado um combate até ao fim com Sugar Ray Leonard, ficou conhecido como o “Orgulho de Lowell”. Depois disso afundou-se no consumo de ‘crack’ e na pequena criminalidade. Seguindo as suas passadas como pugilista está o seu meio-irmão mais novo Micky Ward (Mark Wahlberg), que acaba por conseguir tornar-se campeão, saindo da sombra de Dicky.

O boxe é nesta história acessório, porque estamos perante um drama familiar onde a preferência maternal, entre várias disfuncionalidades, marca a dificuldade de afirmação, mas também o endurecimento do filho mais novo. Algumas das críticas referem uma certa ligeireza de um filme que podia ser mais profundo. Acontece que após ter sido recusado pelos grandes estúdios de Hollywood, o argumento foi tornado mais “amigável” e o êxito comercial acabou por ser atingido.

Baseado numa história verídica, é curioso ver a participação de Mickey O'Keefe, sargento da polícia de Lowell, representando-se a si próprio como treinador, o que aconteceu na realidade. Também durante os créditos finais podemos ver imagens dos verdadeiros Micky Ward e Dicky Eklund.

A realçar estão as fabulosas representações dos actores, com destaque óbvio para Christian Bale e para Melissa Leo, no papel da mãe que também é ‘manager’. Aqui há quase um paralelo com a história, já que o desempenho de Wahlberg é eclipsado por estes últimos. O argumento está bem escrito e oferece óptimos diálogos e a boa realização tem alguns pormenores interessantes, como a utilização de câmaras dos anos 90 para filmar os combates e o documentário que está a ser feito sobre o vício de Dicky, o que nos parece transportar no tempo.

Por fim, este é também um registo da América étnica, algo que está presente em todo o filme. Micky Ward tem como alcunha “o irlandês”, representando uma das comunidades dos EUA. Tal acontece também com vários dos seus adversários, como se o boxe fosse uma forma de sanar a tensão entre os vários grupos étnicos que compõem os americanos. Aqui há uma curiosidade para os portugueses, o apelido que dá nome ao ginásio onde treinaram os irmãos, que não é cenário e ainda existe continuando a funcionar: Ramalho. O último round, pelo título, tem também uma carga simbólica. Micky luta contra o anglo-irlandês, Shea Neary, tornando-se então no “americano”. [publicado na secção CineMais da edição desta semana de «O Diabo»]

domingo, 3 de abril de 2011

Jean-Yves Le Gallou no Méridien Zéro


Hoje, o programa Méridien Zéro recebe como convidado Jean-Yves Le Gallou, intelectual francês responsável pela criação e dinamização da Fundação Polémia, um think tank cuja actividade se desenvolve essencialmente através da internet. O tema central desta emissão são os galardões "Les Bobards d'Or", prémios da desinformação mediática cuja cerimónia de atribuição está agendada para o próximo dia 5 de Abril. Este programa será emitido pela Radio Bandiera Nera, e tem início, como habitualmente, às 22 horas portuguesas.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Céline no Le Figaro


O «Le Figaro» publicou um número especial dedicado a Céline que está agora nas bancas. A não perder.