sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

A cimeira (in)decisiva

Os ventos não correm de feição para esta construção europeia. Perante o descalabro da Moeda Única e, consequentemente, da União Europeia, os autoproclamados líderes deram a pior resposta possível. A única coisa que foram capazes de assegurar foi a incerteza. O sonho vendido no pós-guerra afinal não passa disso mesmo, uma ilusão. Pior, arrisca a tornar-se, a breve prazo, num longo pesadelo.

Assim se defraudaram milhões de europeus, dentro e fora da União Europeia, que acreditaram – alguns ainda acreditam e anseiam por entrar para o clube – na “terra prometida” de Delors e quejandos.

Como sempre, acenam-se as bandeiras alarmistas dos “perigos” dos nacionalismos, entre outros discursos estafados. Mas haja coragem para apontar o dedo aos senhores do directório económico e aos seus “bons alunos”, que nos conduziram ao que chegámos. Aqueles que tentam agora “resolver” a situação como se ainda vivêssemos no tempo das “vacas gordas”, numa lentidão burocrática e patética.

A tragédia faz parte do espírito da Europa. O fim trágico da União Europeia é só mais um episódio na nossa longa História. Sem líderes dignos desse nome e sem destino, o futuro não podia ser risonho.

Esta montanha europeia pariu um rato.

Editorial da edição desta semana de «O Diabo».

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