quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Um Tintin


Fui finalmente ao cinema ver "As Aventuras de Tintin - O Segredo do Licorne" com os meus filhos, que adoraram. O filme é espectacular, no sentido literal do termo, e com uma animação que é um prodígio da técnica. Mas, para um tintinófilo como eu, isso não basta.

O filme mistura três álbuns de Tintin, o que não é de estranhar, já que seria indesejável uma transposição directa da banda desenhada ao cinema. Mas tem pormenores absurdos e incompreensíveis, como a breve aparição de Castafiore, totalmente "metida à pressão". Logo no início, pelo contrário, há uma passagem excelente. Uma homenagem a Hergé, que se cruza com o herói que criou. Para o final, uma cena exagerada e até disparatada - um combate de gruas num porto. Talvez o pior dos momentos "à Indiana Jones", como tão bem escreveu o Eurico de Barros, que abundam.

Este é um filme a ver, apesar de tudo. Claro que, para mim, é um Tintin e não o Tintin. Preciosismos à parte, mesmo com Spielberg aos comandos, Tintin continua europeu e não me parece que vingue nos EUA como grande sucesso comercial.

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