sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Contra-relógio

Num regresso à ficção científica, depois de “Gattaca” (1997), Andrew Niccol escreveu, dirigiu e produziu “Sem Tempo”, um filme que nos leva a um futuro próximo onde as pessoas param de envelhecer aos 25 anos, idade a partir da qual estão programadas para viver apenas mais um ano e a trabalhar para ganhar mais tempo de vida.

Neste mundo, que tem um curioso cenário de anos 50 futuristas, o tempo é literalmente dinheiro. Tudo se compra com tempo, com um simples movimento de antebraço, onde está um relógio que assinala o que resta a cada um. Obviamente que os ricos podem ser imortais e os pobres vivem contando os minutos que lhes faltam. Estas diferenças sociais provocam separações entre as chamadas “zonas temporais”, nas quais é necessário pagar avultadas portagens até chegar à melhor.

Um jovem chamado Will Salas (Justin Timberlake), que vive numa das piores zonas, recebe certa noite um século de um rico que deseja morrer. Esta fortuna vai torná-lo um alvo tanto para ladrões como polícias. Depois da morte da sua mãe, Will decide fugir para a zona mais rica, onde encontra Sylvia Weis (Amanda Seyfried), a filha de um dos grandes multimilionários do tempo.

Juntos começam uma revolta contra o sistema que questionam, no qual muitos têm que morrer para que uns poucos vivam para sempre. Tornam-se uma espécie de Bonnie e Clyde, enquanto assaltantes apaixonados, mas com um lado Robin dos Bosques, já que roubam para distribuir pelos menos afortunados.

Nas representações, há a lamentar a escolha de Justin Timberlake, cujo desempenho deixa bastante a desejar. Amanda Seyfried e Cillian Murphy, no papel de polícia, cumprem sem deslumbrar. O resto do elenco é meramente decorativo.

Um filme que é interessante pelo tema, mas que se torna uma corrida contra o tempo. [publicado na edição desta semana de «O Diabo»]

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