sábado, 15 de janeiro de 2011

Votar ou não votar?

Eis a questão... Vários cavaquistas estão preocupados que posições como a que aqui referi levem a uma segunda volta que dê a vitória a Alegre. Pior, temem que isso possa abrir caminho a um futuro governo de coligação à esquerda. Este foi o tema de uma conversa que tive há dias com um amigo meu conservador. Perante tais cenários, perguntei-lhe se ele esperava que à direita houvesse uma atitude análoga à do "sapo engolido" pelos comunistas para evitar a eleição de Freitas, ao que ele respondeu: Exacto! No entanto, como lhe disse, não é assim tão simples, porque tal reacção não se passa às direitas. Tal pode revelar falta de pragmatismo político, mas como costuma dizer-se a culpa não morre solteira...

Do mandato de Cavaco Silva como presidente da República recordo dois assuntos, entre outros, que provocam tal recusa. O "nim", como lhe chamei na altura, ao casamento homossexual e, mais importante ainda, a nova lei da nacionalidade. Mesmo assim, estão dispostos a ir votar ao abrigo da desculpa do "mal menor"?

3 comentários:

  1. Ambas as atitudes — votar em Cavaco como mal menor ou não votar de todo — , são legítimas e oferecem as suas vantagens. E confesso que, cada vez que vejo Alegre na televisão encher a boca com a "esquerda" e as patacoadas do costume, compreendo mais as pessoas que engolem o bolo rei e vão lá colocar a cruzinha em Cavaco.
    É uma questão de perspectiva.

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  2. Votem Coelho, é o único voto de protesto contra o regime. E se houver 2ª volta, lá terei que colocar a cruzinha no Alegre só para não ter que aguentar aquele oportunista sem espinha.

    NC

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