segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Alguém falou de qualidade literária?

O Miguel Vaz, outro céliniano como eu, lembrou ontem a censura feita pelo governo francês à celebração oficial do 50.º aniversário da morte de Louis-Ferdinand Céline, após pressões devido ao "anti-semitismo" do escritor francês. É isso mesmo, nada interessa a qualidade do que escreveu, a sua influência e o seu génio.

A estes bem-pensantes de serviço, que estão ao mesmo nível que os que "gostam" da obra de Céline por o considerarem "anti-semita", ninguém tira os óculos de vistas curtas. Simplesmente não conseguem ver mais além, ver um grande mestre das letras que foi chegou muito mais longe do que qualquer um deles algum dia poderia sonhar.

3 comentários:

  1. Tocaste na ferida, Duarte. Céline é um excelente escritor, independentemente de ser ou não "anti-semita". Obrigado pela referência.

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  2. Estou a ler o "O Século de Sartre" do Bernard-Henry Lévy. E, curiosamente, leio o teu post depois de ler esta passagem «Mas regresso a Sartre. Regresso a este primeiro pensamento sartriano que, para se poder libertar de Gide e Bergson, se apoia, portanto, em Heidegger, Husserl, Céline e, sobretudo, em Nietzsche.»(pág237)
    Até Sartre lia Céline. E o Bernard-Henry Lévy também.

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