quarta-feira, 31 de março de 2010

“Império, Nação, Revolução” em linha

O livro “Império, Nação, Revolução. As direitas radicais portuguesas no fim do Estado Novo (1959-1974)”, do historiador italiano Riccardo Marchi, que aconselhei aqui, tem agora um blog “para despertar as memórias das testemunhas e as críticas dos leitores, porque escrever História é sempre uma obra comunitária”. Aqui é possível encontrar um índice detalhado da obra, recensões críticas publicadas na imprensa, uma entrevista com o autor, entre outras informações. Uma óptima iniciativa que espera contributos.

Breve nota sobre as regionais francesas


Não posso deixar de fazer aqui uma breve nota aos resultados das eleições regionais francesas, marcadas pela abstenção e a derrota de Sarkozy. Sobre a vitória da esquerda, é de notar que isso não corresponde a uma vitória do PS, como muito bem notou Éric Zemmour numa das suas crónicas radiofónicas. Passando à extrema-direita, apesar de o FN continuar uma das principais forças políticas francesas, ter tido uma votação relevante, passando à segunda volta em 12 regiões e conseguindo mais de cem eleitos, é preciso ter atenção a certos exageros em cantar vitória, como muito bem analisou a revista «Marianne». As outras candidaturas de extrema-direita resultaram num total fracasso. A lista a que me referi aqui, por um dos cabeças-de-lista ser amigo meu, não chegou aos dez mil votos na primeira volta. Nos outros casos, há a destacar o resultado ínfimo de Jacques Bompard, que se apresentava como um rival de Jean-Marie Le Pen em PACA, e o resultado expressivo da sua filha Marine Le Pen, mais que provável sucessora na presidência do partido.

Nova cultura

Esta expressão resumia o combate cultural empreendido pelo GRECE na década de 70 do século passado, naquilo que considerava um “gramscianismo de direita” e que foi uma inspiração para uma forma de agir contra a ditadura de uma esquerda que se apropriou da área cultural. No trabalho contínuo contra essa imposição, há que actuar sempre em vários campos, estar atento e apoiar as iniciativas que para tal contribuam.

Vem isto a propósito das duas páginas culturais que o reformulado «O Diabo» nos oferece semanalmente. Na edição de ontem, para além de uma coluna de sugestões de televisão e a minha de cinema, é de destacar as “Munições”, de Henrique Afonso, na qual é de notar a referência, entre outras, ao livro de Alain de Benoist “Demain, la décroissance ! Penser l'écologie jusqu'au bout”, e na rubrica sobre livros, de Hugo Navarro, um apontamento sobre a proibição do “Mein Kampf” na Rússia.

terça-feira, 30 de março de 2010

Alice em 3D

Sou um incondicional de Tim Burton, tinha que o dizer. Desde que me maravilhei com “Beetle Juice” (1988), continuei a surpreender-me com “Eduardo Mãos de Tesoura” (1990) e até “Marte Ataca!” (1996), que muitos atacaram na crítica. Sempre genial e inventivo, mais recentemente, depois do deslize do remake de “O Planeta dos Macacos” (2001), voltou aos grandes filmes como “O Grande Peixe” (2003) e “Sweeney Todd” (2007).

Desta vez, espera-nos um “family Burton” contratado pela Disney, num registo que deu os primeiros passos em “Charlie e a Fábrica de Chocolate” (2005). Quer isto dizer, apesar de algumas pitadas, o realizador sai do seu dark característico e se torna mais aceitável. [continua na secção CineMais da edição desta semana de «O Diabo»]

Dia d'O Diabo

segunda-feira, 29 de março de 2010

Para o Rodrigo


Ontem passaram seis anos da partida do Rodrigo Emílio (18/2/1944 — 28/3/2004) e hoje lembrei-me que em tempos lhe dediquei um poema, porque ele estará sempre connosco.

La Nouvelle Revue d'Histoire n.º 47

Nas bancas do nosso país está disponível o número 47 de «La Nouvelle Revue d'Histoire», revista de referência de leitura obrigatória. O tema central desta edição é “1940: Do Desastre à Esperança”, com um dossier onde podemos encontrar artigos de Dominique Venner, Philippe Conrad, François-Georges Dreyfus, Jean Mabire, Thierry Buron, Stéphane Courtois e Antoine Baudoin. Destaque ainda para excelente entrevista sobre “O Mistério Céline” com François Gibault, o principal biógrafo do escritor francês, e os artigos “A política segundo Christine de Pizan”, de Bernard Fontaine, “Um virtuoso chamado Chopin”, de Jean-François Gautier, “Rebatet: um anarco-fascista no cinema”, de Norbert Multeau, “A Guerra da Argélia revisitada”, de Dominique Venner e a entrevista com Philippe Alméras sobre Montherland. Como habitualmente, temos a crónica de Péroncel-Hugoz, desta vez sobre Out-el-Kouloub, uma aristocrata egípcia face a Nasser, e as secções do costume, com destaque para a dos livros publicados, na qual há a destacar a crítica de Bernard Fontaine à mais recente obra de Sylvain Gouguenheim “Regards sur le Moyen Âge”.

domingo, 28 de março de 2010

Imigração e criminalidade

Na entrevista publicada na edição de ontem do «Expresso» a Carlos Figueira, procurador da Unidade Contra o Crime Especialmente Violento do DIAP de Lisboa, há uma questão muito importante a destacar. Pergunta o jornalista:“Há alguma relação entre imigração e crime violento?” Ao que o procurador responde: “Tenho a nítida sensação que sim. Há um pingue-ponge entre Portugal e o Brasil de pessoas que são procuradas e vêm para cá, cometem crimes e voltam para o Brasil.” Explica depois por que o nosso país é tão apetecível para os criminosos brasileiros, “entram com um visto de turista para 90 dias e deixam-se ficar em situação ilegal. O Estado português pode ter de optar por filtragem maior.

A propósito destas declarações, lembrei-me do caso de António Ramos, presidente do Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP), que depois de fazer afirmações como “o aumento da criminalidade em Portugal deu-se com a abertura das fronteiras” foi aposentado compulsivamente.

Será que Carlos Figueira também sofrerá represálias pelo afirmado? Improvável. A versão cor-de-rosa, politicamente correcta, já não pega.

sábado, 27 de março de 2010

PxC em marcha

No passado dia 13 de Março, decorreu em Barcelona a apresentação da candidatura da Plataforma per Catalunya (PxC) às eleições autonómicas catalãs. Josep Anglada, que na foto celebra junto aos restantes cabeças-de-lista, contou com o apoio de vários representantes internacionais e com a presença de cerca de 800 pessoas. Esse acto público foi coberto por vários meios de comunicação social, sendo possível ver a mais completa reportagem televisiva aqui.

Todo o esforço deste partido identitário, que faz um trabalho sério e conta já com vários eleitos locais, parece que será justamente recompensado nas eleições ao parlamento catalão. Segundo uma sondagem revelada numa notícia do jornal «El Periódico de Catalunya», 24% dos inquiridos afirma que poderia votar na PxC e 48% considera que a imigração é prejudicial para o país.

Os Indo-Europeus (II)

Este é outro óptimo livro para a introdução ao tema dos indo-europeus. Da autoria de Bernard Marillier, foi publicado pelas edições Pardès em 1998. Como é característica da colecção "B.A.-BA", é uma síntese com um estilo acessível e bastante ilustrada.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Criminalidade (afinal) continua a aumentar

A manipulação de números é um dos pratos fortes do ilusionismo político, já o sabemos. É por isso que merece destaque a notícia do «Público» de hoje que nos diz que "os dados ontem disponibilizados pelo Governo, através do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) de 2009, desmentem as declarações do ministro da Administração Interna e do secretário-geral de Segurança Interna". Não é com cosmética que se trava a crescente criminalidade e o consequente sentimento de insegurança generalizado. Haja seriedade para com os cidadãos, respeito para com as forças de segurança e coragem para actuar!

Erro de pronúncia


Ouvi um jornalista no rádio pronunciar o nome do clube espanhol Getafe à alemã, ou seja com o som "gue", e lembrei-me de um post do Bic Laranja, que se referia a este erro que alastrou no nosso país, a quem pilhei a imagem (com a devida vénia). Há muita falta de instrução... primária!

quinta-feira, 25 de março de 2010

Os Indo-Europeus

Depois do academicamente reconhecido "L'indo-européen", Jean Haudry, então professor na Universidade de Lyon III, onde fundou e dirigiu o Instituto de Estudos Indo-europeus, escreve uma obra que iria gerar controvérsia. Trata-se de "Os Indo-Europeus", livro publicado pela PUF, na colecção "Que sais-je ?", em 1981, que teve três edições esgotadas e foi traduzido em várias línguas, incluíndo o português. No nosso país, foi publicado pela Rés Editora, na colecção "Cultura Geral", com tradução de Dina Osman. A obra, que foi criticada pela localização do habitat original dos indo-europeus e a caracterização do seu tipo físico, continua a ser uma referência nesta matéria e uma óptima síntese para introdução ao tema.

i agora?

Sempre atento à imprensa, às suas transformações e ao seu desenvolvimento, não deixei de referir aqui o aparecimento do jornal «i». Da mesma maneira, não posso deixar referir a notícia que dá conta da intenção do Grupo Lena de pôr este recém-aparecido e bastante inovador jornal à venda, devido à enorme dívida do grupo. Perante a falta de interesse aparentemente manifestada pelos grandes grupos de media nacionais, será que o «i» está condenado a uma vida curta?

«JL» com nova imagem

Por ocasião dos trinta anos de existência, o «Jornal de Letras» saiu hoje com um novo design, que cheira um pouco a «Courrier Internacional» e a «Ípsilon». Devo dizer que está muito melhor, clean – como se diz na gíria – e agradável. Se bem que não era difícil, já que o anterior era de fugir. Uma das boas novidades é a substituição do logótipo. O pavoroso vermelho e preto deu agora lugar a um inspirado no primeiro, da autoria de João Abel Manta. Ainda bem, mas porque não regressar, simplesmente, a esse original? Enfim, concordâncias ideológicas à parte, é de louvar a sobrevivência de um jornal cultural nesta terra, mesmo que isso apenas seja possível por estar integrado num grupo como a Impresa.

quarta-feira, 24 de março de 2010

O indo-europeu


Esta é a capa do livro "L'indo-européen", de Jean Haudry, publicado na colecção "Que-sais-je ?", da PUF, a que me referi aqui, e do qual tenho a segunda edição, de 1984. É uma obra essencial para a compreensão da origem das línguas indo-europeias. A introdução começa por nos dar uma resposta breve à questão: o que é o indo-europeu? "É uma língua - não atestada - da qual é necessário postular a existência para explicar as concordâncias, numerosas e precisas, que encontramos na maior parte das línguas da Europa e várias línguas da Ásia."

Os indo-europeus e Jean Haudry

Na revista «Dossiers d'Archéologie» que referi aqui, nomeadamente no artigo de Jean-Paul Demoule intitulado "Dois séculos à procura dos indo-europeus", há uma referência ao Prof. Jean Haudry. Na página 12, é dito: "Os anos 1970 viram também, singularmente em França, o ressurgir das teorias raciais sobre os indo-europeus, sob a forma da efémera Nouvelle Droite, acompanhados da ressurreição do berço original nórdico proposto por G. Kossinna. Esta tese foi nomeadamente defendida pelo linguista Jean Haudry, membro do Front National, que se apoiou em particular nas publicações de Hans Günther, o principal raciólogo do III Reich. No entanto, a arqueologia mostra claramente que nenhum movimento de população alguma vez partiu do da Europa do Norte; pelo contrário, estas regiões foram povoadas tardiamente, e em grande parte colonizadas pelos agricultores neolíticos vindos do Próximo Oriente."

De notar que esta crítica se pode enquadrar num cuidado especial que a revista tem com a questão do tipo físico dos indo-europeus, apesar de os artigos sobre genética das populações e antropologia biológica serem bastante interessantes. Seja como for, voltando ao Prof. Haudry, convém referir que, apesar desta passagem, o nome dele aparece na bibliografia do artigo "A língua dos indo-europeus?", de Gabriel Bergounioux, a propósito do livro "L'indo-européen", publicado na colecção "Que-sais-je ?", da PUF, que teve três edições esgotadas, sendo a última de 1996. Tal significa o reconhecimento do trabalho deste linguista excepcional.

terça-feira, 23 de março de 2010

Mensageiros

A guerra não é só o combate no terreno. É também tudo aquilo que a rodeia, a retaguarda e as suas consequências. É por isso que “O Mensageiro”, para além de um drama profundo, é um filme de guerra.

O sargento Will Montgomery (Ben Foster) é um herói condecorado, ferido em combate, que regressa do Iraque para descobrir que o exército americano lhe reserva, para os seus últimos três meses de comissão, uma função que não esperava. Cabe-lhe integrar a equipa que notifica familiares mais próximos dos militares mortos no conflito iraquiano. Acompanha o capitão Tony Stone (Woody Harelson), que lhe transmite as regras e procedimentos desta missão, insistindo na necessidade da distância e frieza, nomeadamente quando insiste que não pode haver contacto físico com os notificados. [continua na secção CineMais da edição desta semana de «O Diabo»]

Dia d'O Diabo

segunda-feira, 22 de março de 2010

O regresso dos Indo-Europeus

O último número da revista «Dossiers d'Archéologie», que é possível comprar nas bancas do nosso país, é dedicado aos indo-europeus, tema de maior importância já que, como é referido na capa, trata da origem dos povos da Europa. Esta edição tem como objectivo explicar o estado actual das pesquisas, cruzando a linguística, a arqueologia, a história das religiões e a biologia. Críticas à parte, é sempre bom ver o regresso de um assunto que muitos têm tentado "esquecer". Um assunto ao qual há que regressar...

domingo, 21 de março de 2010

Ai Timor

Timor lembra-me sempre a altura em que grande parte do nosso país andava comovido com essa tragédia longínqua e que qualquer crítica era considerada heresia. Vi, pouco depois, a mobilização de vários portugueses para ajudar a reconstrução desse território. Tive mesmo alguns colegas de trabalho que, com um espírito missionário, foram para lá como professores e não só. As reacções e opiniões deles eram bastante diferentes, mas havia uma coisa que todos referiam: os esquemas e as negociatas nas ajudas.

Nunca gostei muito de falar deste assunto, já que Timor continuou um tema sacrossanto, o que impedia qualquer discussão séria. Foi por isso que decidi reproduzir aqui o que li no suplemento «Actual» do «Expresso» de ontem, onde o historiador José Mattoso diz, sobre Timor, que a sua desilusão "é com a administração da ONU e com o dinheiro que gasta com funcionários", criticando também "um grande número de ONG. A ajuda humanitária é uma fraude em termos gerais. Evidentemente que há gente muito generosa e competente, mas grande parte dessas organizações só serve para dar empregos" e afirmando mesmo: "Dá a impressão que ficam contentes cada vez que há uma catastrofezinha. É um bocado cínico dizer isto, mas infelizmente acho que é verdade."

sábado, 20 de março de 2010

sexta-feira, 19 de março de 2010

Céline no «Ípsilon»


A propósito da republicação da "Viagem ao fim da Noite", que referi aqui, o «Ípsilon» dedica hoje duas páginas a este mestre das letras francesas, que incluem a curiosa história de quando António Lobo Antunes, ainda adolescente, escreveu a Céline e este lhe respondeu. Não resisto a repoduzir aqui a opinião do escritor português sobre a escrita de Céline: "Aquilo é tudo uma novidade visceral. Mas depois o que é que o Eduardo [Prado Coelho] dizia? Que a sua prosa era viscosa, que aquilo era uma coisa horrorosa, nojenta quase comparada a fezes ou a tripas. Não é nada disso. Aqueles livros, toda a obra dele, mesmo os grandes delírios finais, em que ele já estava diminuído, são epopeias líricas."

quinta-feira, 18 de março de 2010

“Aquela máquina!”



Já perdi a conta às vezes que o João nomeou esta casa “blogue do dia”. Um exagero, sem dúvida. Mas um exagero que, por certo, se deve à grande amizade que nos liga. Desta vez achei piada à expressão “Aquela máquina!”, que ele utilizou. Lembro-me perfeitamente desse anúncio da minha infância e do respectivo slogan contagiante. Foi nesse passeio pelas memórias – desculpem-me a (im)possível tradução de walk down memory lane – que, à procura de uma imagem para ilustrar este texto, dei de caras com a história do “Homem da Regisconta”. Aqui fica a ligação para os que queiram recordar, ou para os que queiram conhecer uma daquelas campanhas de publicidade que marcaram uma geração.

quarta-feira, 17 de março de 2010

A orquestra do Titanic

Tenho a mania dos suplementos culturais. Esta constatação vem a propósito de uma excelente crónica de Arturo Pérez-Reverte, escritor espanhol que muito aprecio, que li na revista semanal do «ABC», quando estive em Barcelona. Conclui ele: «Essas modestas páginas culturais que sobrevivem, opinei, servem para não nos resignarmos. Para fazer com que, pelo menos, aos imbecis e aos ignorantes lhes sangre o nariz. Para nos recordar que ainda é possível pensar como gregos, lutar como troianos e morrer como romanos. Para aceitar, por fim, o ocaso de um mundo e o começo de outro no qual não estaremos; e fazê-lo serenos, jogando às cartas no salão cada vez mais inclinado do barco que se afunda, enquanto pelas escotilhas abertas, entre os gritos dos que pensavam ser possível escapar ao seu destino - "O barco era insubmergível", reclamam os imbecis -, soam os compassos da velha orquestra que nos justifica e nos consola.»

Alix com o «Público»

O jornal «Público» iniciou hoje a distribuição de mais uma colecção de banda desenhada, em parceria com a ASA. Desta vez trata-se de Alix, de Jacques Martin, último dos representantes da escola de Bruxelas, falecido em Janeiro deste ano. O primeiro volume é "Alix o Intrépido", ao qual se seguirão mais quinze, sempre às quartas-feiras.

A Guerra de Hoje

“Estado de Guerra” não colheu grande adesão do público quando estreou, no ano passado, mesmo apesar do aplauso da crítica. Foram as nomeações para os Óscares, incluindo o de Melhor Filme, que despertaram as atenções para este filme de guerra realizado por Kathryn Bigelow. Foi desde logo apontado como favorito ao lado do sucesso comercial “Avatar”, de James Cameron, curiosamente ex-marido da realizadora. Este duelo entre o campeão de audiências, recheado de efeitos especiais, e o semi-independente, que se debruça sobre a tensão da guerra, acabou por ter um desfecho justo – a vitória de “Estado de Guerra”, que com esta arrebataria seis estatuetas douradas, de entre as nove categorias para as quais havia sido nomeado. [continua na secção CineMais da edição desta semana de «O Diabo»]

sábado, 13 de março de 2010

Apresentação da Plataforma per Catalunya às eleições catalãs

Hoje à tarde decorrerá em Barcelona a apresentação da Plataforma per Catalunya às eleições catalãs, onde estarão presentes, para além do presidente do partido, Josep Anglada, e dos diversos cabeças-de-lista, representantes internacionais, como: Pierre Vial, presidente da Terre et Peuple, Hilde de Lobel, deputada do Vlaams Belang ao parlamento flamengo, Barbara Bonte, presidente da Vlaams Belang Jongeren, a juventude do VB, Max Bastoni, representante da Lega Nord, Gabriele Adinolfi e onde me caberá representar o nosso país.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Manuel Cavaleiro de Ferreira (II)

Recebi, ontem, um comentário ao post que escrevi sobre Manuel Cavaleiro de Ferreira, mais concretamente sobre o seu filho, que conheci e infelizmente já não se encontra entre nós.

O comentador colocou uma questão pertinente sobre a localização da página que Manuel Cavaleiro de Ferreira (filho) havia dedicado, até aos seus últimos dias, à memória do pai. O que aconteceu é que a página foi desactivada devido à compra da Geocities pela Yahoo!. No entanto, felizmente, houve quem se preocupasse em preservar todos esses conteúdos que corriam o risco de desaparecer. Foi o que aconteceu com a geocities.ws, por exemplo. A página recuperada está, assim, disponível em: http://www.geocities.ws/mcavaleirof/. Ao leitor, resta-me agradecer o comentário, que motivou esta actualização do blog.

terça-feira, 9 de março de 2010

Scorsese alinhado

Quando penso em Martin Scorsese, ocorrem-me prontamente os magistrais “Taxi Driver” (1976), “Touro Enraivecido” (1980), ou “Tudo Bons Rapazes” (1990). Este realizador fez também filmes menos bons e alguns maus, surpreendendo recentemente com o excelente “The Departed – Entre Inimigos” (2006), que lhe valeu finalmente o óscar injustamente tardio. Mas, foi a pensar nas obras-primas que fui ver “Shutter Island”, com as expectativas bem altas. O resultado foi uma queda e pêras... [continua na secção CineMais da edição desta semana de «O Diabo»]

Dia d'O Diabo

segunda-feira, 8 de março de 2010

Professor atento

O olho clínico do meu amigo Humberto Nuno de Oliveira, historiador e professor universitário, não deixou passar duas falhas em publicações que aqui recomendo regularmente. Respondeu pronta e devidamente, pelo que se espera a respectiva publicação.

Estão elas, a saber, no n.º 26 do jornal «IdentidaD», sobre a questão da possessão portuguesa de Ceuta, e no n.º 46 de »La Nouvelle Revue d'Histoire», nomeadamente no dossier sobre a Napoleão e a Europa, cuja falta de referência ao nosso país já havia notado aqui.

quinta-feira, 4 de março de 2010

“Casariam com um português?”



Um amigo francês enviou-me este extracto de um programa de 1979 muito interessante. Das várias perguntas a três raparigas autóctones sobre a imigração e os imigrantes em França, chamo a atenção para as seguintes:

“– Casariam com um português ou um italiano?
– Sim.
– E com um árabe?
– Não.”

quarta-feira, 3 de março de 2010

Ainda Jean-Claude Valla

Jean-Claude Valla e Pierre Vial num seminário da Terre et Peuple

Sobre o malogrado Jean-Claude Valla, foi com grande satisfação que vi a minha singela homenagem reproduzida no Euro-Synergies, que publica também uma bibliografia deste historiador. Refira-se que entre nós apenas foram traduzidas duas obras de Valla: "Novas luzes sobre os mundos fenício, cartaginês e romano (sem a França)", integrada no tomo 2 de "As Grandes Descobertas Arqueológicas do Século XX", e "A Civilização dos Incas", volume da colecção "As Grandes Civilizações Desaparecidas", ambas publicadas pela editora Amigos do Livro.

De saudar, ainda, o obituário publicado ontem no semanário «O Diabo», excepção honrosa na imprensa nacional.

IdentidaD n.º 26

O último número do jornal «IdentidaD», disponível nas bancas espanholas, refere mais uma vez o nosso país com uma notícia sobre a aprovação do casamento homossexual em Portugal, da minha autoria, e uma nota sobre a IV Convenção Nacional do PNR.

Riccardo Marchi em entrevista


A edição desta semana d'«O Diabo» traz uma entrevista muito interessante com o historiador italiano Riccardo Marchi, autor do livro “Império, Nação, Revolução. As direitas radicais portuguesas no fim do Estado Novo (1959-1974)” lançado oficialmente há dias. As primeiras questões são sobre a dura recensão crítica da obra deste investigador do ICS publicada numa edição anterior do jornal. De seguida, falou do seu trabalho de pesquisa, nomeadamente das várias entrevistas com destacados militantes e dirigentes da direita revolucionária da altura. Dessa experiência disse: “Gostei dos depoimentos deles e fiquei com a vontade de os interrogar mais a fundo, ultrapassando finalmente as omissões iniciais. Como historiador, e como homem, teria ficado muito mais decepcionado em ouvir uma ladainha de arrependimentos, justificações, mea culpa. Não foi o caso, com nenhum deles.” Por fim, anunciou que em breve lançará um sítio na internet sobre o tema e solicitou a colaboração dos que participaram directamente naqueles acontecimentos.

terça-feira, 2 de março de 2010

Dos nacionalismos

É de ler o artigo de Jaime Nogueira Pinto, "Ainda os nacionalismos" publicado na edição de hoje do jornal «i», onde conclui: "Partir desta complexidade histórico-ideológica dos nacionalismos para uma análise maniqueísta, salomónica e dualista do tipo nacionalismo bom - o liberal e de esquerda - e mau - o conservador e de direita - além de acrescentar qualificativos igualmente complexos e polémicos, não parece muito esclarecedor."

Um deserto

“Homens que Matam Cabras só com o Olhar” podia ser o título de um filme afegão concorrente ao festival de cinema sobre transumância de Tashkent. Se assim fosse, nada havia a estranhar. Tratando-se de uma produção americana é, no mínimo, de desconfiar. Mas o elenco recheado de bons actores pode iludir. Os que caiem na esparrela – como eu –, são martirizados por hora e meia de uma penosa tentativa de comédia. E o pior de tudo é que o humor quando não tem graça é muito triste. [continua na secção CineMais da edição desta semana de «O Diabo»]

Dia d'O Diabo

segunda-feira, 1 de março de 2010

Viagem para o Miguel

Há muito que o Miguel Vaz me perguntava onde podia comprar a "Viagem ao Fim da Noite" do Céline, esse mestre das letras francês que é uma referência maior para ambos. Nem de propósito, uma das primeiras edições da recém-criada Babel foi a republicação desse livro através da sua chancela Ulisseia. Pode ser que uma notícia destas o traga de volta à Blogosfera, onde tanta falta faz.