quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Finalmente a Plutocracia

Esta é a conclusão do excelente artigo de António Marques Bessa publicado na edição do semanário «O Diabo» de ontem. Para reflectir.

«A fórmula mais degradante da Oligarquia é a Plutocracia: o poder dos ricos. Disse Platão que depois da Democracia acontece a Plutocracia, como um flagelo para lembrar ao povo que o dinheiro tem os seus privilégios. Se todos os ricos se entenderem, terão aos seus pés os pobres patetas que pensam que mandam. Quem os subsidia? Quem lhe paga as contas? Quem lhes dá dinheiro para as eleições fatídicas? Justamente aqueles que, depois, vão exigir pagamento do dinheiro aplicado. A Plutocracia em Portugal sempre andou muito disfarçada. Lembra-se ainda a frase do sr. Boulhosa: “Em Portugal, para ser rico, o melhor é fingir de morto”. O dinheiro tem certamente que se ir buscar a quem o tem para as grandes causas, a manutenção dos Partidos. Mas os Partidos têm de compreender que ninguém dá nada a ninguém. Tudo é uma troca de favores e os políticos são reféns do dinheiro, de Mamón. Cristo tinha dito: “Ninguém pode servir a dois senhores: a Deus e ao dinheiro”. Esqueceram-se ou deitaram para trás das costas esse pequeno “diktat” do judeu acidental que se proclamou Filho de Deus. Declararam entre si que o dinheiro é que interessa e lhes interessa particularmente, sacrificando no altar verde de Mámon as suas almas conspurcadas. Que seja assim. Já que o querem. E seria muito bom perceber o que fazem os banqueiros. Creio que, neste momento, o Coelho já percebeu que manda pouco e que a Plutocracia manda muito mais. E os coelhos não são predadores dos tigres. Mas a Plutocracia, quando é que não mandou quase tudo aqui e em muitos outros sítios? Quanto mais pequeno é o sítio, mais vulnerável é.»

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