O Eurico de Barros lembrou ontem Johnny Weissmüller no «DN», afirmando muito bem que "Tarzan há só um, weissmüller e mais nenhum", o que me trouxe uma curiosa recordação sobre a primeira vez que ouvi o nome desse actor. Nos primeiros anos do liceu, lembro-me perfeitamente de um dos "malucos" que passavam pelo Bairro de Alvalade: o Senhor Imperador. Este título, auto-atribuído, era apenas uma das suas personalidades, mas assim ficou conhecido pelos rapazes que se metiam com ele quando passavam na parte de cima da Av. da Igreja, onde vivia em frente a um banco. Por vezes, metíamos conversa com ele e ríamos muito com as suas histórias, sempre pomposas. Eram relatos do género: "quando eu conheci a Rainha de Inglaterra no Palácio de Buckingham..." Era bastante divertido, apesar de rapidamente o seu discurso de tornar incompreensível. Uma das vezes um amigo meu perguntou-lhe como se chamava e a resposta foi pronta: "Johnny Weissmüller". Entreolhámo-nos para verificar que a ignorância era comum ao grupo. Nessa noite falei nisso ao meu pai que me esclareceu, dizendo que Weissmüller era o Tarzan. Atente-se ao artigo definido, já que, como escreveu o Eurico, Tarzan há só um. Lembrei-me logo de alguns filmes dele, que tinha visto na televisão nas sessões de Domingo à tarde.Tinha sido a única vez que se atribuíra um nome, mas para nós seria sempre o Senhor Imperador, o nosso "maluco" preferido.
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