segunda-feira, 12 de julho de 2010

Apartheid no Tamariz

Os negacionistas do arrastão têm também a fantástica teoria de que não existem gangs étnicos no nosso país. Sustentam, pelo contrário, que isso são invenções da extrema-direita com objectivos alarmistas. Pois bem, a esses sujeitos, que agora têm andado tão calados, sugiro a leitura do artigo "Um 'apartheid' conformado impõe-se na praia do Tamariz", publicado no «Diário de Notícias». Aqui fica um excerto: "A fronteira não se vê. Mas ela está lá, bem definida, na areia da praia do Tamariz, no Estoril. É uma espécie de linha de apartheid que separa. Para um lado, brancos, turistas e portugueses. Para o outro, negros, certamente portugueses, a maior parte. Visto do paredão, do lado de cá do areal, é esta a paisagem assustadoramente definida que se observa. "Já é assim há muito tempo, já todos sabem para que lado devem ir", atira com um encolher de ombros o empregado de uma das esplanadas (...)."

2 comentários:

  1. Caro Amigo,
    Negros, certamente portugueses... Confesso que estou confuso. Os escrevinhadores do regime abrilino escrevem que os negors, em 74, nao eram portugueses. Daí que toca a confiscar-lhes a nacionalidade e correr com o Ultramar. Hoje sao os mesmos escrevinhadores a sustentar a ideia de que os negros - os jovens, como esta na moda chamar-lhes - sao portugueses. Acaso estarao contaminados com o virus do multiracialismo estado-novista?
    Forte abraco

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  2. Este relato não é novidade. No pátio da minha escola secundária passava-se exactamente o mesmo. Ainda assim, louvo a coragem da jornalista para ter conseguido publicar um texto assim.

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