
O cinema cedo se tornou uma paixão minha. Não só os filmes, mas as próprias salas de cinema e o hábito de frequentá-las. Já aqui falei de cinemas de outro tempo e do renascimento do Cinema Alvalade, mas a crónica do Eurico de Barros, publicada no «DN» de Sábado passado, recordou-me aquela altura "quando ainda havia cinemas de portas abertas para a rua e não apenas encafuados em shoppings, e cartazes a anunciarem os filmes, da autoria de pintores especializados". Esses magníficos cartazes pintados à mão sempre me impressionaram. Numa busca rápida na internet, descobri a reprodução de um artigo publicado na imprensa, em 1989, sobre os cartazes dos cinemas do Porto. Para recordar.
Ainda me lembro de passar de carro pelo Condes e admirar aqueles cartazes gigantescos que preenchiam a fachada, tal como a fotografia que ilustra o postal. Era miúdo e ficava abismado. Agora não só acabaram os cartazes, como os próprios cinemas encerraram.
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