domingo, 21 de fevereiro de 2010

Propagandas

Quem vive em Lisboa, como eu, já se cruzou certamente com esta propaganda, na qual o que mais choca é o apoio da Câmara Municipal. Falando com amigos, familiares e colegas de trabalho, noto que grande parte deles discorda totalmente, no entanto sente que não pode assumir livremente tal posição, sob o risco de ser considerado “retrógrado”, “intolerante”, entre outros.

É, por isso, de louvar a coragem e clareza de Pacheco Pereira que denunciou a situação na última edição a revista «Sábado». Desse texto, também disponível no Abrupto, reproduzo a seguir o primeiro parágrafo: “Este cartaz, profusamente distribuído em Lisboa. é pago com o nosso dinheiro e é um exemplo mais de como o dinheiro dos contribuintes e dos munícipes lisboetas de há muito tempo é usado para alimentar as chamadas causas “fracturantes” e os grupos radicais que as suportam, na sua maioria ligados ao Bloco de Esquerda. Não é novidade nenhuma mas nunca vi uma discussão sobre os abusos do financiamento público que tivesse em conta esta realidade: o dinheiro dos contribuintes é usado para promover causas políticas em que a maioria não se revê, de organizações cuja contabilidade e accountability desconhece, deturpando a transparência da vida pública . Basta colar a uma organização qualquer o título de que luta contra a “discriminação” ou o “racismo” (o caso do SOS Racismo é outro exemplo de organizações do Bloco de Esquerda financiadas pelo dinheiro dos contribuintes) para se pensar justificado dar-lhes dinheiro público.

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