sábado, 13 de fevereiro de 2010

País envelhecido

O semanário «Expresso» dedica hoje uma página ao tão importante como urgente problema demográfico do nosso país. Pela análise da evolução da população jovem e idosa, conclui que Portugal é o oitavo país mais envelhecido do mundo.

Passou-se de 3 filhos por mulher ao ano, em 1960, para 1,36 filhos em 2006. Em 2007, ano em que pela primeira vez em mais de um século o número de mortes foi superior ao de nascimentos, quase 10% dos bebés nasceram de mãe estrangeira. Os especialistas apontam duas soluções. A primeira e única, a meu ver, é a de uma política de incentivo à natalidade, mas não apenas baseada em subsídios pontuais. A segunda, uma falsa solução, é a da compensação por imigrantes.

Repito aqui o que escrevi nesta casa em 2005: «Portugal precisa, urgentemente, de uma política estruturada e integrada de medidas de incremento da natalidade, de forma a garantir a renovação demográfica e contrariar o envelhecimento generalizado da população.

Esta é uma luta pela sobrevivência dos portugueses e não se resolve com loucuras imigracionistas ou integracionistas, como querem as “esquerdas”, agarradas a utopias, e o grande capital, assente na exploração e mirando o lucro fácil. A imigração desregrada, apoiada numa política de “portas abertas”, é uma autêntica bomba-relógio de conflitos étnico-sociais, que surgem já no nosso país e em muitos outros países europeus.
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2 comentários:

  1. As classes situadas nos extremos não foram grandemente afectadas pela falta de natalidade. A quebra de natalidade verifica-se somente entre a classe média. Isso deve-se, a meu ver, porque a Classe Média tem espectativas, pretende subir de nível e quer ter um tipo de vida que estica as suas possibilidades aos limite. Por outro lado, a classe média é a mais sacrificada pois, tendo rendimentos obtidos legalmente, é a que paga a maioria dos impostos, não recebe qualquer apoio do Estado, tem de trabalhar horas infindáveis, etc.. E por fim, vivendo num mundo hedonista, as crianças acabam por ser um fardo.

    Portanto, para haver uma correcta recuperação demográfica, o investimento deve ser feito entre a classe média e somente entre a classe média. Abatimentos nos impostos e abertura de creches e jardins de infância para famílias com rendimentos acima dos 1400 euros mensais, legislação laboral que recompense o trabalhador com mais de um filho, etc.

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