domingo, 14 de fevereiro de 2010

Há cozido!

No passado jantar das quartas (o blog morreu, mas o jantar não), o Eurico de Barros falava dos dos farta-brutos e estava com a ideia de lhes dedicar uma crónica no «DN». Perante aquelas histórias deliciosas de outros tempos, contei-lhe a minha. A do ritual iniciático que os duros do meu liceu faziam aos mais novos, levá-los ao Botequim do Zêzere no dia do cozido para enfrentar o dono, beber tinto carrascão e comer entre homens das obras e mecânicos. Uma das vezes em que levámos lá um desses novatos, o dono proferiu uma máxima que ainda hoje uso amiúde. O Eurico gostou bastante e disse que iria incluí-la no que escrevesse. Assim foi, ontem deu-me essa honra no imperdível "Em louvor dos farta-brutos", concluindo com a referência à minha história: «Um amigo meu que frequentava um farta-brutos quando andava no Liceu D. Leonor conta uma história notável. No dia em que serviam um cozido famoso nas redondezas, rumou com mais uns colegas ao antro. Um destes, rapaz cândido e sem hábito de farta-brutos, pergunta ao patrão da casa: "Tem a lista?" Responde-lhe o tasqueiro, fulminante: "Não há lista! Há cozido!"»

4 comentários:

  1. Há poucos farta-brutos hoje em dia, costumo ir à referência máxima, aberto há 42 anos (com a actual gerência), o "Panças" na Buraca.

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  2. O "farta brutos" mais "enfartante" será o restaurante na Malveira da Serra que serve... cozido até mais não podermos.

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  3. Sim, o "Panças" é um clássico. Já me falaram desse na Malveira, mas nunca fui.

    Cumprimentos.

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  4. Atenção que não é na Malveira (concelho de Mafra) mas sim Malveira da Serra (perto da Praia do Guincho).

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