sábado, 23 de janeiro de 2010

Tetro

Fui ver o regresso de Coppola e gostei. "Tetro" podia ir mais além, talvez tivesse a possibilidade de se tornar um filme de culto. Todas as questões e muitas das críticas que li podem até ser justificadas, mas não quero deixar de salientar alguns dos aspectos positivos. A lembrar "Rumble Fish", a alternância entre o preto e branco e a cor funciona na perfeição, desta vez em digital. Também a história, apesar de o desenrolar do final não ter o brilhantismo que tem no início, retrata um ambiente em que Coppola está como "peixe na água": um reencontro familiar que esconde um segredo, onde nada corre como esperado. Tudo isto se passa em Buenos Aires, o que só por si constitui outra maisvalia nesta surpresa. Na prestação dos actores, há que lamentar o desempenho q. b. de Vincent Gallo (conseguiria melhor?), e louvar o notável trabalho de Maribel Verdú. Feitas as contas, chega a três estrelas... e meia, se houvesse tal classificação.

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