quarta-feira, 22 de julho de 2009

La Nouvelle Revue d'Histoire n.º 43

Disponível nas bancas nacionais está último número de «La Nouvelle Revue d’Histoire», cujo tema desta vez é “As raízes da Europa. De Homero a Clóvis”, com um dossier onde podemos encontrar artigos de Dominique Venner, Sylvan Gougenheim, Philippe Walter, Lucien Jerphagon, Yann Le Bohec, Karl-Ferdinad Werner e Denis Bachelot, e a cronologia de Charles Vaugeois e Jean Kappel. Destaque ainda para a entrevista com a historiadora Mona Ouzouf, sobre a França e a República, e os artigos “Erwin Rommel, Hitler e a Wehrmacht”, de François-George Dreyfus, “Um rei de guerra”, sobre Henrique II, de Emma Demeester, e “A Conquista da Sibéria”, de Philippe Conrad, entre outros. Como sempre, temos a crónica de Péroncel-Hugoz e as secções habituais, com destaque para a dos livros publicados, na qual é de referir a crítica de Jean-François Gautier ao último livro de Venner “Ernst Jünger. Un autre destin européen”.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Para desintoxicar...

Na entrevista aqui publicada ontem saliento a importância da desintoxicação ideológica nos tempos “politicamente correctos” em que vivemos. Para tal, é necessário ler e reflectir, pensar e agir. De seguida aconselharei leituras que são um óptimo antídoto para o veneno do pensamento único hodierno.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Vladimir Volkoff e o politicamente correcto

Excelente entrevista de Vladimir Volkoff sobre o politicamente correcto publicada no Perspectivas, que não resisto a republicar aqui, com a devida vénia. Leitura essencial, nos tempos que correm.

Vladimir Volkoff foi doutor em filosofia, professor de inglês, militar durante a guerra da Argélia, funcionário do Ministério da Defesa e, mais tarde, professor de línguas e literatura francesa e russa nos Estados Unidos. Foi o primeiro escritor que se dedicou seriamente ao estudo da manipulação informativa. Nesta entrevista, explica o conceito que conhecemos como “politicamente correcto”, tema de seu último livro publicado pelas Editions du Rocher: “La désinformation par l’image”.

Qual é a sua definição do “politicamente correcto”?
O politicamente correcto tal e como o conhecemos actualmente, representa a entropia do pensamento político. Como tal, é de impossível definição dado que carece de um verdadeiro conteúdo. O seu fundamento básico é o do “vale tudo”. Nele encontramos restos de um cristianismo degradado, de um socialismo reivindicativo, de um economicismo marxista e de um freudismo em permanente rebelião contra a moral do ego. Se compararmos a demolição do comunismo com uma explosão atómica, diríamos que o politicamente correcto constitui a nuvem radioactiva que acompanha a hecatombe.

Em que consiste o “politicamente correcto”?
O politicamente correcto consiste na observação da sociedade e da história em termos maniqueístas. O politicamente correcto representa o bem e o politicamente incorrecto representa o mal. O sumo bem consiste em buscar as opções e a tolerância nos outros, a menos que as opções dos outros não sejam politicamente incorrectas; o sumo mal encontra-se nos dados que precederiam à opção, quer sejam estes de carácter étnico, histórico, social, moral e inclusive sexual, e incluindo os avatares humanos. O politicamente correcto não atende à igualdade de oportunidade no ponto de partida, senão ao igualitarismo nos resultados no ponto de chegada.

Quem o inventou?
Ninguém inventou o politicamente correcto: ele nasceu como consequência da decadência do espírito crítico da identidade colectiva, quer seja esta social, nacional, religiosa ou étnica

Quem o pratica?
O politicamente correcto é de uso comum entre os intelectuais socialmente desenraizados, porém como é contagioso, é normal que outras pessoas estejam contaminadas sem que por isso estejam conscientes disso.

Como nos podemos desintoxicar?
A desintoxicação é difícil, na medida em que vivemos num mundo no qual os meios (e a palavra “media” é, em si mesma, um barbarismo politicamente correcto) adquiriram uma importância desmesurada e são precisamente estes os encarregados do contágio massivo. O primeiro remédio consiste em tomar consciência de que o politicamente correcto existe e que circula sobretudo através de nosso vocabulário. O segundo, seria tomar consciência de que o “eu” forma parte de um “nós” e de que este “nós” deve proteger o “eu” contra o “diz-se…” politicamente correcto. O terceiro remédio consiste em pôr em prática a consciência de renúncia a toda terminologia politicamente correcta e às ideologias nas quais se apoia. Por exemplo, há que dizer “aborto” em lugar de “interrupção da gravidez”, “surdo” em lugar de “deficiente auditivo”, “velhice” em lugar de “terceira idade”, “sem-vergonha” em lugar de “inadaptado”. Um “docente” nunca chegará a ser um “mestre”.

Quais são os estragos produzidos pelo “politicamente correcto”?
Consistem fundamentalmente em confundir o bem e o mal, sob o pretexto de que tudo é matéria opinativa.

À parte a nação, quais são os alvos predilectos do “politicamente correcto”?
Os alvos predilectos são a família, as tradições, e sobretudo a crença nestas, dado que para o politicamente correcto só há uma verdade e o resto é falso.

O senhor tem a impressão de que a França é um dos países mais atingidos pelo “politicamente correcto”?
O politicamente correcto é supranacional como todas as enfermidades. Se estamos em condições de afirmar que nasceu em determinadas universidades americanas, não é menos certo que se expandiu rapidamente por todo o mundo. Talvez nos países de tradição cristã ortodoxa se resista mais e melhor a esta epidemia, provavelmente devido à propaganda comunista, e talvez à própria fé religiosa. Constatámos isso recentemente nos casos da Sérvia e da Rússia.

Como detectar uma pessoa “politicamente correcta”?
Uma pessoa politicamente correcta considera-se tolerante, porém não pratica a tolerância…

Como evitar a contaminação?
É verdade que o politicamente correcto espreita-nos e apresenta-se sempre com argumentos inocentes e de fácil assimilação. Trata-se de recusar a sua inocência e repudiar essa facilidade de assimilação. É necessário, do mesmo modo, prevenir-se contra o mimetismo que consiste em falar como os outros. Repito, ainda que corra o risco de parecer incómodo: o vocabulário politicamente correcto é o principal veículo de contágio. Em qualquer caso, há que afirmar que o politicamente correcto é uma fé débil e que, como tal, não resiste a uma enérgica aplicação do espírito crítico. Não temos que ser submissos aos sentimentos e opiniões generalizadas: o espírito contraditório mais obtuso vale sempre mais do que a livre aceitação do pasto mediático.

Segundo o Sr., quais podem ser as consequências a curto e médio prazo do triunfo do “politicamente correcto”?
O politicamente correcto prepara o terreno de forma ideal para as operações de desinformação e para a expansão da globalização. Quando todo o mundo acreditar que as verdades podem ser objectos de truque, que não existem nem verdades nem mentiras, o mundo estará preparado para receber a mesma propaganda, de participar da mesma pseudo-opinião pública fabricada para consumo universal. E esta pseudo-opinião pública aceitará qualquer acção, inclusive as mais brutais que indefectivelmente irão em benefício dos manipuladores.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Uma revista obrigatória

O meu caro amigo HNO antecipou-se novamente na compra da «NRH», uma revista obrigatória que aconselho aqui regularmente. Dirigida por Dominique Venner, esta é uma publicação de alto nível e óptima qualidade que temos o privilégio de poder comprar nas bancas em Portugal. A compra da revista é mesmo um acto militante, nos tempos que correm. É por isso que para além da mera compra e leitura, impõe-se que a divulguemos o mais possível, que é exactamente o que o HNO tem feito, desde conseguir a venda no quiosque em frente à sua Universidade à publicação da capa no seu blog. Vou ver se a compro ainda hoje, para depois fazer a habitual referência.

sábado, 4 de julho de 2009

Universidade de Verão da Terra e Povo

A Associação Terra e Povo organizou no passado fim-de-semana uma Universidade de Verão que trouxe a Lisboa Pierre Vial, Gabriele Adinolfi, Enrique Ravello e contou também com a presença de oradores nacionais. Segundo a associação, o objectivo foi cumprido. Ler mais aqui.