terça-feira, 23 de junho de 2009

Universidade de Verão da Terra e Povo


No próximo sábado, dia 27 de Junho, decorrerá em Lisboa a primeira Universidade de Verão da Associação Terra e Povo, que contará com a presença de vários oradores de diversos países. A recepção dos participantes será feita a partir das 10 horas e os trabalhos iniciar-se-ão às 10:30, prevendo-se que terminem às 17:30. As inscrições são limitadas e obrigatórias, devendo ser feitas por correio electrónico ou telefone. O preço é de € 30 e inclui almoço. Associados e estudantes beneficiam do preço reduzido de € 25.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

A nossa grande pátria comum

Este reflexão do Eurico de Barros sobre a Europa, publicada num dos grandes diários portugueses, é, pela sua honestidade, sentimento, clareza, coragem e sustentação em sólidas referências, de antologia. Parabéns e um obrigado amigo.

«No livro de ensaios Europa e Seus Fantasmas, publicado em 1945, o historiador João Ameal escreveu: "O autómato desespiritualizado que nos querem impor hoje e se assemelha muito estranhamente a um robot - nada se parece com um europeu de qualquer época. Nega - ou renega - as tradições europeias. E se se 'deseuropeíza' o homem europeu, a Europa não se salva - perde-se."

Se João Ameal vivesse hoje, escreveria de certeza palavras bem mais alarmadas do que estas saídas da sua pena sob o impacto directo da II Guerra Mundial, que foi também, tal como a que a precedeu entre 1914 e 1918 (e esteve na sua origem directa), uma catastrófica guerra civil europeia, cujas consequências ainda hoje se sentem.

Aquilo a que Ameal chamou a "deseuropeização" do homem europeu tem vindo a acelerar-se nos últimos anos, à medida que se desatam lentamente os laços profundos que unem ainda a comunidade de povos europeus, que se atacam e se esbatem as identidades, tradições e especificidades que a formam, que se ameaça o património cultural e civilizacional partilhado que sustenta a ideia mesma de Europa. E que é a expressão da sua ancestral, convulsa, gloriosa e riquíssima história colectiva, da sua "personalidade metamórfica", como notou Guillaume Faye, e da alma e da memória dos seus povos.

O homem europeu corre assim o risco de ser substituído por essa abstracção descaracterizada, desnacionalizada e desmemoriada que é o "cidadão europeu", lamentável "lixo de teorias simpáticas", recorrendo à feliz expressão com que Fernando Pessoa caracterizou o socialismo e o comunismo (Pessoa que, recorde-se, deixou escrito na Mensagem que a Europa fita o Ocidente "e o rosto com que fita é Portugal").

Este europeu desenraizado, filho e representante de uma Europa cada vez mais alienada de si mesma, será a nova criatura robótica telecomandada dos centros de poder eurocráticos, com o alegre beneplácito e a prestimosa colaboração dos vários governos "nacionais" e das respectivas pseudo-elites, embriagadas pelo optimismo da vulgata da utopia "europeísta" que, tão certo como o Sol nascer e se pôr todos os dias, fará da Europa uma feliz, harmónica, lânguida e multicultural Cucuanha com sede em Bruxelas, de braços abertos a todos os que lhe quiserem pertencer e vierem por bem. Mesmo que nunca tenham tido absolutamente nada a ver com ela, e não faça o menor sentido geográfico, histórico, político ou cultural que nela se integrem.

O historiador francês Dominique Venner escreveu recentemente: "Não há futuro para quem não sabe de onde vem, para quem não tem a memória de um passado que o fez aquilo que é." Estas palavras encontram-se com as de João Ameal. Mas haverá ainda tempo e vontade para que a Europa, a nossa "grande Pátria comum", continue a sê-lo, e para fazer com que os europeus não esqueçam quem são, de onde vieram e aonde pertencem?
»

Eurico de Barros
in "Diário de Notícias", 6 de Junho de 2009.

domingo, 21 de junho de 2009

Solstício de Verão


«Madrugada de 21 de Junho. A noite desaparece diante do dia nascente. Lá em baixo, na direcção do leste, o céu cobre-se de verde esmeralda, como um oceano tranquilo. A seguir, tudo passa ao rosa, como se mil flores de pétalas delicadas resplandecessem no meio de nuvens cinzentas.

Enfim, do solo mesmo da velha Inglaterra parece ter surgido o disco do sol, vermelho vivo. Com ele, o fogo e o sangue abrasam o céu. Vai cumprir-se hoje o seu curso mais longo. Nunca, a não ser no solstício de Verão, ele se demora tanto entre os homens, com semelhante calor, tamanha força, tal poder.

O sol cumpre finalmente a promessa dos longos meses de Inverno. Volta para o meio de nós. Aquece-nos e ilumina-nos. Protege o oceano das searas e anuncia o ouro das ceifas.

Nesta manhã sagrada estamos em Stonehenge, nas terras altas e nuas da planície de Salisbury, no condado de Wiltshire. Ao norte, o País de Gales e as suas colinas verdes. Ao sul, a península da Cornualha e os seus rochedos ruivos. Atrás de nós, na direcção do oeste, o oceano onde vais, esta noite, no termo da sua mais longa jornada de labor, afundar-se o sol. Quando tiver terminado o seu curso, desparecerá no mar onde dormem para sempre, nos grandes fundos, os templos e os homens da Hiperbórea.»

Jean Mabire
in “Os Solstícios – História e Actualidade”, Hugin (1995).

sexta-feira, 12 de junho de 2009

La Nouvelle Revue d'Histoire n.º 42

À venda nas bancas do nosso país está o número 42 da obrigatória «La Nouvelle Revue d’Histoire». O tema central é “1919-1939 Da esperança ao desastre”, em cujo dossier podemos encontrar artigos de Henry Bogdan, Bernaud Bruneteau, Jean-Claude Valla e Jean Bourdier, bem como uma entrevista com o historiador Stéphane Courtois e a cronologia de Philippe Conrad. Destaque ainda para a excelente entrevista com o Dominique Venner sobre o seu último livro “Ernst Jünger. Un autre destin européen”, dedicado ao grande mestre das letras alemão, que considera que “pela sua vida e obra, apresenta-nos um modelo em oposição absoluta com o que nos submerge e asfixia, um modelo que renova com as fontes mais autênticas da tradição”. A não perder, também, os artigos “O enigmático Alexandre I”, de Emma Demeester, e “De Gaulle, a França e a OTAN”, de Aymeric Chauprade, entre outros. Podemos ainda ler as entrevistas com Meinard Pizzinini, sobre Napoleão e o Tirol, e com François-George Dreyfus, sobre a França e a Alemanha. Como sempre, temos a crónica de Péroncel-Hugoz, desta vez sobre o sufismo, e as secções habituais.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

10 de Junho do PNR

A marcha organizada pelo PNR, único partido português que celebra na rua o 10 de Junho, para comemorar o nosso dia nacional correu muito bem. Estive entre os mais de cem nacionalistas que se juntaram no Largo Camões e desceram, gritando palavras de ordem e cantando o hino, até à Praça dos Restauradores, onde o presidente, José Pinto-Coelho, proferiu um discurso sobre a data e a situação actual. Uma excelente demonstração de activismo, de um partido que não vive apenas para eleições.

10 de Junho da Terra e Povo

A Associação Terra e Povo juntou 25 pessoas num almoço-convívio para celebrar o Dia de Portugal, que contou a presença de Eduardo Núñez, em representação da Tierra y Pueblo, que falou sobre o trabalho da sua associação em Espanha, bem como da importância do combate cultural a nível ibérico e europeu.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Reflexão eleitoral

Nestas eleições europeias, há a registar uma subida de cerca de 5000 votos no PNR em relação às anteriores. Uma demonstração que o caminho se está a construir, mas que não se faz de um dia para o outro. Antes das eleições houve tanto quem previsse o fim do partido, como quem esperasse um sucesso nas urnas. O eleitoralismo tem destas coisas... O que assisti foi a um grupo de militantes que trabalhou pelas suas convicções, mais que por resultados efémeros. O meu desejo é que o partido cresça estruturadamente, assente nesse trabalho. A militância deverá ser sempre a nossa prioridade. Mais que votar na chama, devemos viver a chama.

Por último, quero manifestar publicamente o meu sincero e sentido agradecimento ao meu amigo e camarada Humberto Nuno de Oliveira, por ter encabeçado uma lista da qual tive a honra de fazer parte, bem como a todos os que por ela trabalharam sem esperar mais em troca que a recompensa do dever cumprido.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Vota PNR. Por Portugal!


Nesta recta final da campanha eleitoral é de extrema importância lembrar, ou relembrar, os familiares, amigos, colegas de trabalho, vizinhos, entre outros, para votar no PNR. Para isso devemos recorrer a todos os meios ao nosso alcance: telefone, SMS, internet, correio-electrónico, redes sociais, etc. Se nada fizermos, nada acontece. No próximo dia 7 de Junho é imprescindível que votemos no PNR. Por Portugal!

Encerramento da campanha do PNR


Decorreu ontem em Lisboa, no restaurante Solar de Alcântara, o jantar de encerramento da campanha do PNR, onde se juntaram 60 apoiantes da lista do partido às eleições europeias. No final, Humberto Nuno de Oliveira falou aos presentes e à imprensa, fazendo um balanço da campanha, agradecendo a motivação de todos os que nela colaboraram e apelando à mobilização de todos para que no próximo dia 7 de Junho a votação no PNR seja histórica.


quinta-feira, 4 de junho de 2009

Humberto Nuno de Oliveira reúne com o SNPM

O cabeça-de-lista do Partido Nacional Renovador (PNR), Humberto Nuno de Oliveira, reuniu-se hoje à tarde em Lisboa com o representante na Região Sul do Sindicato Nacional das Polícias Municipais (SNPM), Nuno Neves, secretário de Direcção.
Entre vários assuntos relativos à segurança, uma das bandeiras do PNR, falou-se do projecto de lei que está para ser aprovado em Conselho de Ministros que vai ao encontro de muitas das propostas de luta do SNPM, mas que foi rejeitado pela Associação Nacional de Municípios. Tal como o PNR, o SNPM defende que as polícias municipais de Lisboa e Porto devem ser constituídas por quadros próprios sem recorrerem ao recrutamento de elementos na PSP. Foram ainda abordadas questões como as ideias de cada Município relativamente às competências da Polícia Municipal, ao fardamento distinto e à necessidade da criação de uma central nacional de compras.

PNR na TVI

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Campanha do PNR em Alcântara

Hoje estive na acção de campanha do PNR em Alcântara, onde visitámos o respectivo mercado. Não foi a primeira vez que o partido aí se deslocou e o presidente, José Pinto-Coelho, foi reconhecido por vários dos vendedores, que manifestaram o seu apoio.

À saída, durante a distribuição de folhetos aos transeuntes, o cabeça-de-lista, Humberto Nuno de Oliveira, teve a oportunidade de falar com uma imigrante croata que vive no nosso país há vários anos, explicando-lhe que o PNR não é contra os imigrantes, mas contra uma política de portas escancaradas à imigração. Perante alguma resistência inicial, devida talvez às perguntas da imprensa, a jovem acabou por revelar que concordava com muitas das posições do partido, nomeadamente no que respeita aos limites à imigração, à UE e aos efeitos da moeda única. No entanto, afirmou que nunca votaria neste partido ou em qualquer outro, aqui ou no seu país, por considerar que os actuais políticos descredibilizaram totalmente o sistema representativo.

PNR no SPP. Pela segurança em Portugal

Hoje estive presente, juntamente com o cabeça-de-lista e o presidente do partido, na reunião entre o PNR e o presidente do Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP), António Ramos, onde foram discutidas questões sobre a segurança do nosso país e as adversidades que enfrentam as nossas forças policiais. A segurança é, como sabido, uma das grandes bandeiras do PNR e foi óptimo verificar a concordância de várias das propostas do partido com as do SPP, nomeadamente a da fusão da PSP e da GNR num corpo único de polícia nacional.

A reunião teve cobertura da imprensa, que no final entrevistou Humberto Nuno de Oliveira e António Ramos. O candidato do PNR afirmou que “As pessoas devem saber que se a polícia não age é porque não tem meios, porque está desautorizada, está num país de pernas para o ar onde o criminoso é sempre um bom, um desgraçadinho, um indivíduo cheio de problemas sociais e o agente da autoridade é sempre um malandro que persegue esses jovens desenquadrados, essa gente coitadinha, tão desprotegida da sociedade”. António Ramos partilhou esta posição e disse que de modo a garantir a segurança dos cidadãos é necessário “uma polícia motivada no aspecto dos meios humanos e materiais”.

Jantar de encerramento da campanha

Amanhã estarei presente no jantar de encerramento campanha eleitoral do PNR, que terá lugar em Lisboa, no restaurante Solar de Alcântara (Rua da Costa, 10/12), pelas 20h 30m. Todos os interessados devem contactar o mandatário da candidatura, Valdemar Almeida (através do mail vpcca@hotmail.com ou telemóvel n.º 96 332 75 03), quanto antes. A ementa será um portuguesíssimo, honesto e bem servido (como é apanágio da casa) bacalhau à Brás, pão, entradas, vinho e água, sobremesa e café (digestivos excluídos). O custo é de 25€.

O mito do direito do solo

A propósito do post de ontem, aqui fica o vídeo onde Éric Zemmour fala do mito do direito do solo e afirma: “já não estamos na imigração, estamos numa substituição de população”.

terça-feira, 2 de junho de 2009

5.º tempo de antena do PNR

Humberto Nuno de Oliveira em entrevista à Rádio Renascença

O cerne da questão

O PNR combate pelo fundamental, ao contrário dos partidos do costume. Numa questão essencial, o artigo “Lei da Nacionalidade é o cerne da questão, não a Lei da Imigração...” publicado ontem no Terra Portuguesa é esclarecedor, mostrando as diferenças com os que dizem preocupar-se com os portugueses, mas que compactuam com a invasão do nosso país. Aqui fica um excerto: “O PNR defende, por exemplo, o princípio do 'jus sanguinis', ao invés do princípio 'jus soli' actualmente em vigor e tão do agrado do CDS-PP, e defende ainda que devia não só restringir-se as entradas maciças de imigrantes mas, sobretudo, iniciar-se um ciclo de reversão dos fluxos migratórios, ou seja um efectivo repatriamento de imigrantes e a criação de políticas que evitem a fuga dos milhares de portugueses que, todos os anos, abandonam Portugal.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Pelo Museu de Arte Popular

A defesa do Museu de Arte Popular é uma causa transversal que deve mobilizar todos os que se interessam pela nossa identidade. Já assinei a petição criada na internet, apelando aos que me lêem que façam o mesmo e que acompanhem as novidades no novo blog dedicado ao Museu de Arte Popular. A fotografia acima foi tirada por mim há uns meses, aquando de um passeio na capital com um amigo francês que visitou pela primeira vez o nosso país. Ao contrário do que esperava, ele não ficou muito espantado com as intenções dos nossos (des)governantes, dizendo-me que também em França se tem assistido ao total desrespeito pela arte popular, especialmente da parte de quem a devia preservar e promover. Cabe-nos, assim, a nós contribuir da forma que podermos para impedir a destruição deste espaço único.

4.º tempo de antena do PNR

OltreNero

O Nuno, que ficou em Roma mais tempo que eu, trouxe-me um exemplar de “Oltrenero. Nuovi.Fascisti.Italiani”, récem-publicado pela Contrastobooks, uma incursão na “galáxia heterogénea” dos “fascistas do terceiro milénio”. Ainda não li o texto do jornalista Marco Mathieu, mas as 60 fotografias a preto e branco de Alessandro Cosmelli são simplesmente divinais e justificam, por si, a referência ao livro. Um trabalho artístico de elevado nível que entra no íntimo de uma realidade pouco conhecida. Abaixo fica um vídeo onde é possível espreitar a obra.

Campanha do PNR em Rio de Mouro