sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

«Lanceiro» volta à carga!

O «Lanceiro» volta à carga, desde o último número do jornal publicado em Novembro de 2007, agora com novo formato e o subtítulo “Cadernos Militares”. O n.º 1 foi-me oferecido pelo meu amigo Roberto de Moraes, autor do excelente artigo “Noventa Anos do Armistício. Algumas considerações sobre a Primeira Guerra Mundial”. Este número, dedicado à Cavalaria, a Lanceiros, à PM/PE, à Guerra do Ultramar (inclui as CPM e PPM que serviram em Angola e o nome de todos os seus oficiais) e à Vida Militar é enviado gratuitamente em formato .pdf, como divulgação, mediante pedido para o endereço electrónico jornallanceiro@gmail.com. O preço da versão impressa é € 5 e a periodicidade é semestral.

O «Lanceiro» tem um objectivo claro, como nos diz a nota de abertura deste n.º 1: “Para que não se esqueça e não se faça tábua rasa da nossa História que como disse Mouzinho "foi obra de soldados" fazemos uma publicação paratodos os que sentem e vivem "os interesses permanentes e vitais da Pátria e têm o culto da sua História", tenham ou não passado pelas fileiras”.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Páginas culturais comparadas

O Jorge não publica muito no seu Testemunho do Estético, mas isso não me altera o hábito de visitar amiúde este excelente blog. Hábito totalmente justificado pela elevada qualidade das reflexões que aí encontro, como o exercício de comparação entre os suplementos culturais «Ípsilon» e «ABCD», que o leva a Heidegger e a Arendt. A não perder a Situação das "páginas culturais": o inconsciente ex-posto.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Sobre o MAP


O Nonas disponibiliza hoje a digitalização da crónica de Catarina Portas no «Público» sobre o assassinato do Museu de Arte Popular (MAP). A não perder “O Museu Assassinado”, que termina com a questão desafiadora: “Não haverá, neste país, coragem para uma recuperação exemplar e modernamente interpretada do Museu de Arte Popular?

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Há 100 anos

Olhai para nós! Não estamos esfalfados... No nosso coração não há a menor fadiga! Porque se alimentou de fogo, ódio e velocidade!... Ficais espantados? É que vos não lembrais, sequer, de ter vivido! De pé, no cimo do mundo, uma vez mais lançamos às estrelas o desafio!
As vossas objecções? Basta!
Basta! Conheço-as! É ponto assente! Sabemos bem o que a nossa bela e falsa inteligência nos afirma. Só somos, diz ela, o resumo e o prolongamento dos nossos antepassados. Talvez! Seja!... Que importa?... Não queremos ouvir! Evitai repetir estas palavras infames! É preferível levantar a cabeça!
De pé, no cimo do mundo, voltamos a lançar uma vez mais às estrelas o desafio!

F. T. Marinetti

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Jünger no CCB

Impedido por partilhas familiares, coisa sempre demorada, não consegui ir ontem ao CCB para assistir a “O Caso Jünger”, integrado no ciclo “Nazismo e Cultura: Confrontações”. Dizem-me amigos que estiveram presentes que não perdi nada. Acredito que não tenha trazido nada de novo, mas perdi uma coisa rara: um evento em Portugal sobre Ernst Jünger. Para quando outro?

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

“Muito à frente”

É sabido que a CasaPound está “muito à frente”, para usar uma expressão muito comum hoje usada pelos mais jovens. Disto é prova mais recente a apresentação do livro de Valerio Morucci, ex-Brigadas Vermelhas, que encontrou neste espaço a liberdade de palavra que lhe havia sido negada noutros sítios. Un esempio, una ispirazione.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

O Alvalade

Já aqui disse que o Alvalade foi um dos meus “cinemas de outro tempo”. Se o lembro, é porque as mudanças em marcos da nossa memória são sempre difíceis de digerir e encaradas com pessimismo. Depois da demolição do edifício do antigo Alvalade, foi com agrado que li na imprensa que o novo projecto contemplava salas de cinema. Depois do desaparecimento das salas no Centro Comercial de Alvalade — hoje decrépito e a viver os últimos suspiros —, da do A. C. Santos e, mais recentemente, das do Quarteto, ir ver um filme significava, para um habitante desta zona da capital, distância, carro, transportes, para além de centros comerciais, impessoalidade, massificação. Valia-nos o King, por vezes o Londres, mas não deixava de ser uma uma falta sentida.

Pois, quase 25 anos depois de ter encerrado, o cinema Alvalade reabriu ao público com a quilométrica designação de Cinema City Classic Alvalade, já ironizada por Miguel Esteves Cardoso no «Público», num edifício novo com o infeliz nome Hollywood Residence. As intenções para este novo espaço são óptimas, como por exemplo a previsão da utilização do espaço para diversas iniciativas culturais e uma nova atitude face ao cinema, de louvar, como a de “evitar a confusão dos Centros Comerciais”. No entanto, é para mim incompreensível a escolha daquilo a que chamam “ambiente renascentista” e o uso de frases promocionais como “será o renascimento bem à moda de Botticelli!”(sic)...

A sala e a escadaria.

Fui lá há dias tomar café com um amigo que pela faixa etária nunca conheceu o espaço e falei-lhe na grande escadaria e a pintura mural de Estrela Faria (felizmente restaurada), na sala que para um miúdo como eu era descomunal, nos gigantescos cartazes exteriores pintados à mão e, claro, nos filmes que se viam e do que era ir ao cinema naquela altura, com aquela idade.

Com todos os defeitos que possa ter, o novo Alvalade trouxe o cinema de volta ao meu Bairro. E uma coisa está prometida, hei-de ir lá ver um filme.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Nacional-moderação

A moderação chegou ao nacionalismo e pretende constituir-se como partido político. É o que leio n'A Cidade do Sossego, na qual o Harms, sem moderações, esclarece que “zero, é o que vale um nacionalismo moderado”. Sobre os “moderados”, volto a fazer aqui uso das sábias palavras do BOS: “Os que advogam a moderação em matéria política são quase sempre moderadamente inteligentes, moderadamente sensatos, moderadamente corajosos, moderadamente honestos, moderadamente virtuosos. Às vezes, até moderadamente moderados”. Sobre a atitude deste futuro partido que reclama o “nacionalismo moderado”, digo que me lembra aquelas pessoas que iniciam as suas intervenções desculpando-se, que pedem licença para pensar de outra forma e que perante a discórdia atiram o clássico “têm ambos razão, venha de lá esse aperto de mão”.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Grande entrevista

Foi a que deu o Pedro Guedes ao Sexo dos Anjos, no qual o Manuel Azinhal continua a excelente série de entrevistas a bloggers. Das suas respostas destaco as que se referem à internet e ao seu potencial de utilização, ora leiam: «É pacífico que a internet é nos tempos que correm a única ferramenta que permite a ideias não-conformistas obter alguma eficácia na transmissão da mensagem, a única que permite contornar o total bloqueio mediático que nos é imposto, a única que permite que seja passada uma imagem diferente da caricatura diabólica que se pretende fazer passar na imprensa tradicional. É por isso essencial que se use cada vez mais, que se observem as suas potencialidades e que todas elas sejam aproveitadas. Ainda para mais, a internet permite que toda a gente a aproveite, com inteligência, sem obrigações "pesadas": nem toda a gente tem que alimentar um blogue, isso não é tão importante quanto se pensa. Quem realmente gosta da ferramenta é bom que a utilize mas usá-la por obrigação ou por impulso é provavelmente errado e obtém efeitos contrários aos desejados. Mas quem por exemplo não gosta de escrever ou não se sente bem a falar para fora na blogosfera, já não terá grande desculpa para não usar ferramentas como o Facebook ou o HI5. A internet permite essa coisa fantástica que é a possibilidade de todos terem o seu público e se sentirem no seu próprio meio, consoante a idade ou os interesses, podendo em cada um desses postos ser de grande utilidade para causas comuns. Que ninguém se abstenha!»