terça-feira, 13 de outubro de 2009

Há vida para além das eleições...

O eleitoralismo presta-se, por natureza, a muitas (demasiadas) ilusões. É por isso que me congratulo sempre com o fim destes períodos eleitorais, porque é quando se começam a dissipar entusiasmos passageiros e a soltar aqueles que apanharam uma boleia sem saber onde queriam ir.

No caso concreto do PNR, ao contrário de muitos que só entendem os partidos como forma de conseguir eleitos, gosto de ver que permanece com um eleitorado fiel e que sobrevive enfrentado grandes adversidades. Para além dos votos, o mais importante foi o aumento de candidaturas autárquicas, especialmente a juntas de freguesias, bem como os cerca de cem membros de mesas eleitorais que foi possível reunir. Um aspecto muito importante, que refiro muitas vezes aos que repretem incessantemente que tudo seria diferente "se tivéssemos dinheiro", foi o fracasso de certas candidaturas a quem os outdoors e restante marketing de nada serviram.

Como sempre, prefiro a militância. E a certeza do nosso caminho. Não confundamos nunca o nosso objectivo. Queremos a vitória das nossas ideias – da nossa concepção do mundo. Não podemos confundir esta nossa vontade com um efémero sucesso eleitoral do partido, ou de uma sigla. A nossa via não é a do imediatismo. A nossa luta é um longo caminho no qual nunca podemos esquecer os pontos-chave: a defesa da nossa identidade étnica, cultural e civilizacional; o combate ao liberalismo e ao mundialismo; a defesa da justiça social e do Ambiente.

2 comentários:

  1. Tal como o Gabriele Adinolfi deixou claro na sua conferência, enquadrada na Universidade de Verão Terra e Povo, "o objectivo não é conquistar o poder, mas sim criar o poder".

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  2. Muito lucida e certeira esta tua leitura, Duarte.
    O realmente importante é o que se faz desde agora até ao próximo "acto eleitoral", é neste lapso de tempo que a nossa mundo-visão se deve impor, bem acima de quaisquer estratégias imediatistas.
    Um abraço.

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