terça-feira, 31 de março de 2009

Cadernetas de cromos (VIII)

A caderneta que hoje trago não podia ser mais politicamente incorrecta nos tempos que correm, tal como referi aqui anteriormente. Trata-se da 1.ª série da Colecção Cultura, um conjunto de álbuns educativos editados pela Agência Portuguesa de Revistas, e o seu título é Raças Humanas. Publicada em Portugal em Março de 1956, era uma colecção de 128 cromos de E. Vicente Rodriguez, baseada num original espanhol da Editorial Bruguera de 1955, que no nosso país teve várias edições, sendo a última de meados dos anos 60.



Aqui fica um excerto da nota introdutória desta colecção: “Sobre a Terra vivem cerca de dois mil e quinhentos milhões de pessoas. (...) Contudo, quantas diferenças, não apenas de carácter físico, mas nos costumes, na linguagem, nas crenças, enfim: nos seus modos de viver! Por isso, ao tentar uma classificação das castas humanas, o cientista encontra-se perante essas enormes dissemelhanças, agravadas, ainda, por incessantes cruzamentos, que originam as raças mestiças. Se acrescentarmos a tudo isto, as influências climatéricas e dos hábitos de vida, que actuam sobre o corpo e o espírito humanos, teremos explicada a inumerável variedade de raças, sub-raças e tipos que povoam o nosso globo. A civilização, por seu turno, extingue tradições, e cria um tipo médio de homem moderno, quase uniforme. Todavia, muitas são as diferenças que persistem, ainda, conforme o atestam as páginas deste modesto atlas de povos e raças.
Partindo de Portugal, de que apresentamos vários tipos característicos e pitorescos, e passando para a vizinha Espanha, tão rica, também, de expressão étnica, visitamos o resto da Europa, onde os morenos latinos das margens do Mediterrâneo, tanto contrastam com os loiros saxões, e onde, desde o sardo ao lapão, se percorre a variada gama dos europeus, todos englobados na raça branca. (...)

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