quarta-feira, 25 de junho de 2008

Tierra y Pueblo n.º 17

O último número da revista da associação identitária Tierra y Pueblo, dedicado à Rússia, é simplesmente imperdível. Como nos diz Enrique Ravello no editorial, “a Rússia reabre a História”, considerando que “Putin desmente Huntington e Fukuyama”. Com diversos artigos que versam desde a história russa à política actual, passando pela geopolítica, não esquecendo a arte, a literatura e a poesia, o destaque vai para o excelente dossier intitulado “De onde vêm os russos?”, com artigos de Jean Haudry, Pierre Vial e Juan Gilabert.

domingo, 22 de junho de 2008

Parar o crescimento

Já aqui tenho falado no decrescimento e na impostura do progresso, algo muito importante para reflectir e agir nos tempos que correm. É por isso que aconselho vivamente a leitura das respostas sobre este tema de Alain de Benoist, autor de “Demain, la décroissance ! Penser l'écologie jusqu'au bout”, publicadas no inconformista.info.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

La Nouvelle Revue d'Histoire n.º 36

Não há dúvida que em certas coisas vale a pena gastar dinheiro. Uma delas é comprar «La Nouvelle Revue d’Histoire» que, como vem sendo hábito, aconselho aqui regularmente por se tratar de uma publicação de elevada qualidade.

O tema central deste n.º 36 é “Mai 68. Les enfants du gaullisme”, que nos oferece um óptimo dossier com os artigos “De Maio de 58 a Maio de 68 uma outra França”, de Dominique Venner, “O grande carnaval de Maio de 68”, de Antoine Baudoin, e “A invasão dos psis”, de Jean-Paul Rassinier, uma cronologia de acontecimentos entre 1944 e 1968 feita por Philippe Conrad, duas entrevistas com Philippe d'Hugues e Jean Bothorel, o retrato de Nimier pela pena de Jean Mabire, entre outros, magistralmente concluído pela reflexão de Venner intitulada “Quarenta anos depois”.

Destaque ainda para a entrevista com Julien Hervier sobre Ernst Jünger, a “redescoberta” do Imperador Juliano por Christopher Gérard e a entrevista com o filósofo François Jullien.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

P&R

P.: Por que votaram os irlandeses contra o Tratado Reformador da União Europeia?

R.: Porque puderam.

domingo, 15 de junho de 2008

A lição irlandesa

A Irlanda rejeitou o Tratado Reformador da União Europeia em referendo. Os intelectuais bem-pensantes, incomodados com a vontade popular que não interessa, apressaram-se a “explicar” e “prever soluções”. Esperemos outra consulta, porque quando finalmente o resultado for o que (lhes) interessa, já não há mais votações.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Desfile patriótico

Para assinalar o 10 de Junho, data que muitos querem fazer esquecer ou até diabolizar, promoveu o PNR um desfile patriótico que juntou mais de 300 nacionalistas em Lisboa. Depois de reunidos no Largo de Camões, fizeram um percurso até à Praça dos Restauradores, onde o presidente do partido, José Pinto-Coelho, proferiu um breve discurso.

De notar a excelente organização do evento e o excepcional comportamento dos participantes, que motivou, naturalmente, a simpatia e apoio de muitos transeuntes. Apesar da forte presença dos media , como não houve “problemas”, não foi muito noticiado. Mais uma vez, apesar de todas as adversidades, a marcha por Portugal não cessa o passo.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

«Terra Portuguesa»

Antes no Desfile Patriótico promovido pelo PNR no dia 10 de Junho, foi lançada a revista «Terra Portuguesa», órgão oficial do partido de periodicidade trimestral, num encontro que reuniu cerca de 80 militantes e onde se discutiram estratégias de acção.

No primeiro número desta publicação que tem como objectivo principal dar a conhecer, de forma rigorosa, as actividades desenvolvidas por militantes e apoiantes do PNR, o destaque vai para a 3.ª Convenção Nacional do partido, realizada no início de 2008. De referir, ainda, a entrevista a Vasco Leitão, dirigente nacional do PNR, centrada na prisão domiciliária a que esteve sujeito durante 13 meses por, alegadamente, ter expresso por escrito ideias “incorrectas”, para além de diversas secções e espaços que contam com a colaboração de vários militantes, nomeadamente sobre cultura ou crítica literária, como é o caso do texto de Bruno Oliveira Santos, contra o acordo ortográfico.

O preço de cada edição é de € 2 (acrescido de portes de envio). Os interessados podem fazer os pedidos por correio electrónico através do endereço: ce@pnr.pt

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Ainda o Latim

Quando leio que o “número de alunos a aprender Latim diminuiu 80% em dois anos” nas escolas portuguesas, só posso lamentar a forma como se vai atirando o nosso país para níveis inacreditáveis de ignorância. Já aqui relatei como reencontrei o Latim na parte curricular do mestrado e como me recordou os tempos de liceu. Tanto no ensino secundário como no superior tive Latim por opção. Esta é uma situação que critico desde quando frequentava o 1.º ano de Latim, no 10.º ano de escolaridade, considerando que devia ser, naturalmente, uma disciplina obrigatória. Obrigatória no secundário, mas também, logicamente, em muitos cursos superiores. Como aceitar que esta seja uma matéria opcional para as licenciaturas em História, Filosofia e Direito? E mesmo no campo das ciências, nos cursos de Biologia e Zoologia, por exemplo?

Ainda há dias, conversei com uma amiga que é agora professora num colégio particular onde se visa a excelência, que me disse que lá o Latim é “obviamente obrigatório”, para além da especial atenção dada às artes e ao desporto. Um verdadeiro “mundo à parte” do ensino público.

Para amanhã

sábado, 7 de junho de 2008

Conferência: “A União Europeia, a Sérvia e a Questão do Kosovo”

Não há dúvida que quando há vontade e seriedade é possível fazer um trabalho credível com êxito. Refiro-me ao sucesso da primeira iniciativa da Associação Portugal-Sérvia, um projecto que, longe de interesses partidários ou financeiros, baseado sobretudo no interesse de promover a informação sobre esta nação europeia por tantos convenientemente diabolizada, denunciando, entre outras, a questão da declaração unilateral de independência do Kosovo.

Tal não seria possível sem o esforço incansável do meu caro amigo Humberto Nuno de Oliveira, da Embaixada da Sérvia, e de tantas outras pessoas, das mais variadas procedências, que contribuíram para esta causa, mesmo que apenas com a sua presença ou manifestação do seu apoio.

Com um conjunto de oradores de primeira linha — Ksenija Milivojevic, conselheira governamental vinda de propósito para o evento, Dusko Lopandic, Embaixador da República da Sérvia no nosso país, Pedro Caldeira Rodrigues, jornalista e especialista em assuntos da região, e Humberto Nuno de Oliveira, professor universitário —, um auditório quase cheio e um debate elevado, esta conferência foi um óptimo primeiro passo desta Associação, aberta a todos os amigos dos Sérvios, independentemente da sua cor política.

O painel de oradores

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Uma questão (demasiado) importante

De volta

Regressado de uns dias de férias no país vizinho, rapidamente me encontrei sobrecarregado pelo trabalho, pela investigação académica e um pouco também pela conferência da próxima Sexta-feira. Claro está que o blog fica a perder, como sempre. A emissão continua, dentro dos possíveis.